Preta Gil, cantora brasileira, faleceu aos 50 anos nos EUA após tratamento contra câncer colorretal. O aumento de casos entre jovens é alarmante, com previsão de crescimento de 21% até 2040.

A cantora Preta Gil faleceu aos 50 anos, no dia 20, nos Estados Unidos, após dois anos e meio de tratamento contra câncer colorretal. Desde maio, ela estava em Nova York, onde iniciou um tratamento com medicação experimental. O câncer colorretal é o terceiro mais comum no Brasil, com mais de 45 mil novos casos diagnosticados anualmente, e as previsões indicam um aumento de 21% nos casos entre 2030 e 2040, atingindo até 71 mil diagnósticos por ano.
O oncologista Virgílio Souza, vice-líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do hospital A.C. Camargo Cancer Center, aponta que o surgimento da doença em pessoas com menos de 50 anos aumentou cerca de 45% nas últimas três décadas. O câncer colorretal, que se desenvolve no intestino grosso, geralmente começa com pólipos adenomatosos, que podem levar de cinco a dez anos para se tornarem malignos.
Os sintomas iniciais da doença são frequentemente silenciosos, mas podem incluir alterações nos hábitos intestinais, presença de sangue nas fezes, dores abdominais e perda de peso inexplicada. O diagnóstico é realizado por meio de exames como a colonoscopia, que permite visualizar o cólon e o reto, além de possibilitar a remoção de pólipos.
Embora o rastreamento para câncer colorretal fosse tradicionalmente recomendado a partir dos 50 anos, a crescente incidência entre jovens levou autoridades a sugerirem que o exame comece aos 45 anos. Fatores de risco incluem genética, obesidade, dietas ricas em carnes processadas e sedentarismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica carnes ultraprocessadas como carcinógenos do grupo 1, aumentando o risco de câncer colorretal.
Ainda não há uma explicação definitiva para o aumento de casos entre os jovens, mas estudos indicam que o sedentarismo e a alimentação inadequada podem ser fatores contribuintes. O tratamento do câncer colorretal varia conforme a extensão da doença, podendo incluir cirurgia e quimioterapia, dependendo da localização do tumor e da saúde do paciente.
A prevenção do câncer colorretal é fundamental e envolve tanto a compreensão dos fatores genéticos quanto a adoção de hábitos saudáveis. A união da sociedade pode ser crucial para apoiar iniciativas que promovam a conscientização e a prevenção dessa doença, ajudando a salvar vidas e a melhorar a saúde pública.

O câncer de pele é o mais comum no Brasil, mas apresenta alta taxa de cura. O Dr. Paulo Hoff alerta sobre o aumento do câncer colorretal e a importância de exames preventivos para reduzir a mortalidade.

Intervenções de inteligência artificial (IA) podem aumentar em até 50% as taxas de sucesso na cessação do tabagismo, conforme estudos apresentados em Dublin. Apenas 33% dos países oferecem suporte a fumantes.

Estudo do Instituto Burnet revela que vacinas globais evitaram mais de 5,8 milhões de casos e 300 mil mortes entre 2000 e 2023, ressaltando a urgência de estoques diante da queda na cobertura vacinal.

A vacinação contra a gripe em São Paulo apresenta adesão alarmantemente baixa entre grupos prioritários, com apenas 34,88% vacinados. O governo ampliou a vacinação para todos acima de seis meses e a vacina será parte do Calendário Básico em 2025.

O Rio de Janeiro confirmou mais duas mortes por febre oropouche, totalizando três óbitos em 2023. As vítimas, de 34 e 23 anos, eram de Macaé e Paraty, e não houve novos casos desde então.

Obesidade é uma doença crônica que afeta mais da metade da população adulta no Brasil, com novas medicações como semaglutida e tirzepatida mostrando eficácia, mas com acesso desigual. É urgente uma resposta governamental.