Meio Ambiente

Carbon2Nature e Biomas investem R$ 55 milhões para restaurar 1,2 mil hectares da Mata Atlântica na Bahia

A Carbon2Nature Brasil e a Biomas investem R$ 55 milhões no Projeto Muçununga, que restaurará 1,2 mil hectares de Mata Atlântica na Bahia, gerando 525 mil créditos de carbono em 40 anos. A iniciativa, que envolve o plantio de quase 2 milhões de mudas nativas, promete recuperar a biodiversidade e impulsionar a economia local com a criação de 80 empregos diretos.

Atualizado em
July 1, 2025
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Mata Atlântica (Wikimedia Commons)

O Projeto Muçununga, uma parceria entre a Carbon2Nature Brasil e a Biomas, recebeu um investimento de R$ 55 milhões para restaurar aproximadamente 1,2 mil hectares de Mata Atlântica na Bahia. A iniciativa, que abrange oito municípios do sul do estado, prevê o plantio de quase 2 milhões de mudas de mais de 70 espécies nativas, como araçá, copaíba e ipê-amarelo. A expectativa é gerar 525 mil créditos de carbono ao longo de 40 anos, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas e a promoção da biodiversidade.

O investimento é dividido em partes iguais entre as duas empresas, sendo que a Carbon2Nature Brasil é uma joint venture que inclui a Neoenergia, responsável por 49% do capital. O projeto está sujeito a condições habituais de operação e se destaca por sua abordagem diversificada, já que apenas 1% dos projetos globais de recuperação florestal utiliza mais de 10 espécies. Essa diversidade é fundamental para a recuperação de corredores ecológicos e para o fortalecimento do ecossistema local.

Além dos benefícios ambientais, o Projeto Muçununga também visa estimular o desenvolvimento socioeconômico na região. A implementação da iniciativa deve gerar cerca de 80 empregos diretos, promovendo novas oportunidades de renda para a comunidade local. O CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, enfatizou a importância do projeto para a qualidade de vida nas áreas onde a empresa atua, especialmente na Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos em biodiversidade do mundo.

A Biomas, responsável pelo desenvolvimento do projeto, é uma empresa focada na regeneração de ecossistemas e tem como meta restaurar 2 milhões de hectares de áreas degradadas nos próximos 20 anos. O CEO da Biomas, Fabio Sakamoto, destacou que a parceria com a Carbon2Nature Brasil reforça a qualidade técnica da iniciativa, reconhecendo a restauração ecológica como um caminho viável para a geração de valor ambiental e social.

A Mata Atlântica, que atualmente possui apenas 26,2% de sua vegetação original, é um dos biomas mais afetados pelas transformações humanas nos últimos séculos. O Projeto Muçununga se insere em um contexto de urgência para a recuperação desse ecossistema, que é vital para a mitigação das mudanças climáticas, uma vez que as florestas desempenham um papel crucial na remoção de CO2 da atmosfera.

Iniciativas como o Projeto Muçununga são essenciais para a preservação ambiental e o fortalecimento das comunidades locais. A união de esforços pode impulsionar projetos que visem a restauração de ecossistemas e a promoção de um desenvolvimento sustentável, beneficiando tanto a natureza quanto as pessoas que dela dependem.

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