Cientistas da Universidade de Brasília (UnB), sob a liderança de Renato Borges, desenvolvem o Projeto Perception, que visa escanear a Amazônia e o Cerrado para monitoramento climático. A iniciativa, com lançamento previsto para 2024, promete fornecer dados em tempo real sobre variações climáticas e degradação do solo, contribuindo para políticas de preservação e manejo sustentável. O projeto, que se baseia em experiências da missão AlfaCrux, conta com parcerias e financiamento de R$ 1,5 milhão da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF).

Liderados pelo pesquisador do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), Renato Borges, cientistas da Universidade de Brasília (UnB) estão desenvolvendo o Projeto Perception. A iniciativa tem como objetivo escanear os biomas da Amazônia e do Cerrado, visando contribuir para o enfrentamento das mudanças climáticas. O lançamento do projeto está previsto para 2024 e promete oferecer uma plataforma que combina tecnologia e ferramentas de análise de dados para mapear áreas críticas nos dois biomas.
O Projeto Perception se destaca por sua capacidade de detectar, em tempo real, variações climáticas e degradação do solo. Além disso, fornecerá informações essenciais para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à preservação ambiental. Segundo Borges, "ao entregar informações em tempo real, o Perception contribui para mais assertividade no manejo sustentável do solo e na prevenção de danos decorrentes de tragédias naturais".
A estrutura do sistema Perception inclui a FlatSat Perceive, uma plataforma para testar e validar redes de comunicação. Esta plataforma reunirá um sistema completo de satélite para protótipos e consolidação de tecnologias de comunicação espacial. O projeto será dividido em duas frentes: uma focada na Floresta Amazônica, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e outra no Cerrado, voltada para a detecção de recursos hídricos e fluxo de carbono.
Os pesquisadores estimam que o satélite Perceive será lançado até o final de 2024, com o piloto da plataforma Perception previsto para ser entregue no segundo semestre de 2025. Borges enfatiza a urgência em avançar com essas iniciativas, afirmando que "temos urgência de fortalecer iniciativas de proteção ambiental no país". O projeto também se baseia em experiências anteriores da missão AlfaCrux, que coletou dados ambientais entre 2022 e 2024.
A missão AlfaCrux, o primeiro satélite do Distrito Federal, capacitou trinta pesquisadores em tecnologia espacial e coletou informações ambientais valiosas. O Projeto Perception conta com o suporte tecnológico da empresa espanhola Alén Space e colaborações acadêmicas com as Universidades de Vigo, na Espanha, e de Nottingham, no Reino Unido. O financiamento é garantido pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), que já havia investido R$ 1,5 milhão na missão AlfaCrux.
Iniciativas como o Projeto Perception são fundamentais para a proteção ambiental e a gestão sustentável dos recursos naturais. A mobilização da sociedade civil pode ser crucial para apoiar projetos que visam a preservação dos biomas brasileiros e a mitigação dos impactos das mudanças climáticas. A união em torno dessas causas pode fazer a diferença na construção de um futuro mais sustentável.

Cientistas reviveram o verme Panagrolaimus kolymaensis, congelado por 46 mil anos no permafrost siberiano, revelando novas possibilidades para criopreservação e conservação de espécies. Essa descoberta pode revolucionar a biomedicina e a preservação da vida em condições extremas.

Ibama monitora baleia-franca e filhote em Palhoça (SC) após mãe ser vista com rede de pesca na cabeça, sem comprometer comportamento natural. A equipe técnica garante acompanhamento contínuo e orienta a comunidade local.

O Conselho Nacional de Justiça se reunirá com a Associação Brasileira de Normas Técnicas para discutir a norma Justiça Carbono Zero, que exige a redução de emissões de carbono no Judiciário até 2030. A iniciativa inclui inventários anuais e metas de redução, alinhando o Judiciário à agenda climática nacional, especialmente com a proximidade da COP 30 no Brasil.

Um estudo alerta que mais de 75% das geleiras podem desaparecer se as temperaturas globais alcançarem 2,7ºC até 2100, afetando o nível do mar e o abastecimento de água. A meta de 1,5ºC poderia preservar 54% da massa glaciar.

Pesquisas indicam que as águas do oceano antártico estão se tornando mais salgadas, o que pode intensificar o aquecimento global e ameaçar a vida marinha, incluindo pinguins e focas. O aumento da salinidade provoca uma troca de calor que acelera o derretimento das calotas de gelo, resultando na formação de mais icebergs. Isso afeta diretamente espécies que dependem do gelo, como a foca-caranguejeira e o pinguim-imperador, cuja população já sofreu perdas significativas. Além disso, a mudança impacta a biodiversidade e a economia da costa brasileira, afetando a pesca e a cadeia alimentar local.

O Brasil enfrenta 14 ameaças climáticas, como secas e inundações, conforme o Primeiro Relatório Bienal de Transparência. Especialistas alertam para impactos diretos na agricultura e saúde pública.