Cidadania

Caroline Queiroz denuncia ato de capacitismo após ser alvo de zombarias em Niterói durante caminhada escolar

Caroline Queiroz, influenciadora digital com nanismo, denunciou um ato de zombaria em Niterói, gerando apoio nas redes sociais e destacando o crime de capacitismo.

Atualizado em
April 10, 2025
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Caroline Queiroz, influenciadora, criadora do canal Gatinha das Artes — Foto: Reprodução/Instagram

A influenciadora digital Caroline Queiroz, conhecida por seu canal no YouTube, Gatinha das Artes, denunciou um incidente ocorrido em Niterói, onde um homem saltou sobre ela e filmou a ação, zombando de sua deficiência. O episódio aconteceu na quarta-feira, 2 de abril, enquanto Caroline caminhava de volta da escola. Ela expressou sua indignação nas redes sociais, afirmando que se sentiu humilhada e que a situação foi uma tentativa de ridicularizá-la.

No vídeo que circulou nas redes sociais, Caroline relatou que o homem pediu a outra pessoa para filmar a ação, criando uma "plateia" para rir dela. Ela enfatizou que essa atitude não é uma brincadeira, mas sim uma demonstração de desrespeito. "Aquilo não é brincadeira. É vergonhoso, é humilhante, é desrespeitoso comigo", disse a influenciadora, que também alertou sobre as consequências do capacitismo, que é a discriminação contra pessoas com deficiência.

Caroline destacou que a postagem do homem teve repercussão entre escolas de Niterói, resultando em mais zombarias direcionadas a ela. "Zoar a deficiência de uma pessoa e invadir o seu espaço nunca será engraçado", afirmou. Ela lembrou que o capacitismo é um crime grave, equiparado ao racismo, e que atitudes como essa devem ser denunciadas.

A influenciadora também mencionou que sua família está tomando as providências necessárias para lidar com a situação. A repercussão do caso gerou uma onda de solidariedade nas redes sociais, com internautas expressando apoio a Caroline. Comentários como "Estamos com você e não vamos descansar enquanto não for punido!" demonstram a mobilização em torno do tema.

O capacitismo é considerado crime no Brasil, conforme a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) 13.146/2015. Essa legislação proíbe discriminação e assédio moral, além de garantir acessibilidade e inclusão. Casos de bullying e ofensas verbais relacionadas à deficiência devem ser denunciados a órgãos competentes, como Ouvidorias de Direitos Humanos e delegacias de polícia.

Essa situação evidencia a necessidade de um olhar mais atento e respeitoso para com as pessoas com deficiência. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a inclusão e o respeito. Projetos que visem a conscientização sobre o capacitismo e a defesa dos direitos das pessoas com deficiência merecem ser incentivados e apoiados por todos nós.

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