O Ceará alcançou 85,3% de alfabetização infantil em 2025, superando a média nacional de 59,2%. O estado é modelo para 25 outros, com políticas educacionais que transformaram a realidade escolar.

O Ceará se destaca em 2025 como o estado brasileiro com a maior taxa de alfabetização infantil, alcançando **85,3%** de crianças alfabetizadas na idade certa, conforme o Indicador Criança Alfabetizada (ICA) do Ministério da Educação. Este índice supera a média nacional de **59,2%** e ultrapassa a meta estabelecida de **60%**. As políticas educacionais implementadas ao longo dos últimos anos, especialmente em Sobral, serviram de modelo para outros estados, que agora buscam replicar essas estratégias.
As iniciativas de alfabetização no Ceará começaram há duas décadas, quando Sobral, sob a liderança do então prefeito Cid Gomes, lançou um programa focado em letramento até os **sete anos**. O aumento dos investimentos em educação resultou em melhorias significativas, levando o município a se destacar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em **2004**, apenas **55%** das crianças cearenses apresentavam desempenho satisfatório em leitura e escrita ao final da quarta série.
O Programa de Alfabetização na Idade Certa (PAIC), criado em resposta a essa situação, foi fundamental para a transformação do cenário educacional. Desde **2015**, estados como Pernambuco e Piauí começaram a adotar as práticas bem-sucedidas do Ceará. A nomeação do ex-governador Camilo Santana como Ministro da Educação em **2022** também contribuiu para a disseminação dessas estratégias em nível nacional.
A cooperação entre o governo estadual e os municípios é um dos pilares do sucesso do PAIC. O estado centraliza as avaliações e fornece material didático, enquanto as prefeituras implementam as ações nas escolas. Essa abordagem tem mostrado resultados positivos, como evidenciado pela diretora da escola Joaquim José Monteiro, que relatou que a maioria dos alunos já é capaz de ler textos em agosto.
Apesar dos avanços, ainda existem desafios a serem enfrentados. A política de alfabetização se concentra em alunos matriculados, deixando de fora aqueles que não estão nas instituições de ensino. Dados do Censo de **2022** indicam que, embora **93%** dos brasileiros com **15 anos** ou mais sejam alfabetizados, cerca de **29%** são considerados analfabetos funcionais, com habilidades limitadas em leitura e escrita.
O reconhecimento dos resultados do Ceará pelo governo federal, com a entrega do Prêmio MEC da Educação Brasileira, destaca a importância das políticas educacionais. O prêmio de **R$ 500 mil** será destinado à infraestrutura das escolas. A mobilização da sociedade civil é crucial para garantir que mais crianças sejam alfabetizadas na idade certa, contribuindo para um futuro mais promissor. A união em torno de projetos que apoiem a educação pode fazer a diferença na vida de muitas crianças e suas comunidades.

Estudantes com contratos do Fies desde 2018 poderão renegociar dívidas a partir de novembro de 2025, com parcelamento em até 180 vezes e perdão de encargos. O teto para medicina será elevado em 30%.

O Brasil enfrenta um déficit de 235 mil professores até 2040, com apenas 3% dos jovens interessados na carreira docente, refletindo a desvalorização histórica da profissão. Especialistas alertam para a urgência de políticas que valorizem e atraiam novos educadores.

A Faculdade Anhanguera promoverá um concurso de bolsas de estudo com descontos de até 100% entre 12 e 14 de junho, visando aumentar o acesso ao ensino superior no Brasil. A iniciativa, que inclui um teste vocacional, busca transformar vidas por meio da educação, em um cenário onde apenas um em cada quatro jovens ingressa na faculdade.

Estão abertas as inscrições para 92 cursos gratuitos de inverno na FFLCH da USP, com 7.385 vagas disponíveis. As aulas começam em 31 de julho e são destinadas a maiores de 18 anos, com sorteio para as vagas.

Barbara Oakley apresenta oito dicas científicas para aprender do zero, destacando a técnica de Feynman e a importância de anotações à mão. Essas estratégias visam otimizar o aprendizado e manter o foco.

Em 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova lei que estabelece a universalização de bibliotecas escolares até 2028, após 63% das escolas ainda não possuírem esse recurso. A meta surge em meio a desafios na infraestrutura educacional e no programa Criança Alfabetizada, que visa melhorar a alfabetização infantil.