Impacto Social

Células CAR-T transformam vidas de pacientes com linfoma e abrem novas esperanças no tratamento do câncer no Brasil

Pacientes com linfoma avançado, como Paulo Peregrino, celebram um ano de remissão após tratamento com células CAR-T. O governo investe R$ 100 milhões em pesquisas para tornar essa terapia mais acessível no Brasil.

Atualizado em
June 4, 2025
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Paulo Peregrino, em sua casa em Niterói (RJ), um ano após passar pelo tratamento com células CAR-T. Foto: Pedro Kirilos/Estadão

Há um ano, o publicitário Paulo Peregrino e outros pacientes com linfoma avançado foram tratados com células CAR-T, um tratamento inovador que demonstrou resultados impressionantes. Após a infusão das células geneticamente modificadas, Peregrino alcançou remissão completa em apenas um mês. A equipe médica, que inicialmente considerava cuidados paliativos, agora observa com otimismo a evolução dos pacientes, que continuam sem sinais da doença após um ano.

Além de Peregrino, outros pacientes, como Luiz Hipólito da Rocha e Ana Cleire Marques Diógenes, também relataram sucesso com a terapia. Luiz, que enfrentou múltiplas recidivas do câncer, viu sua condição melhorar significativamente após receber a infusão em fevereiro de 2023. Ana, que estava prestes a entrar em cuidados paliativos, também se beneficiou do tratamento e continua sem sinais de câncer.

O governo brasileiro anunciou recentemente investimentos significativos em pesquisas sobre terapias CAR-T, com o objetivo de tornar esses tratamentos mais acessíveis. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, revelou um aporte de R$ 100 milhões para estudos clínicos que visam testar produtos desenvolvidos por instituições nacionais, como a Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto Butantan.

Os especialistas destacam que, embora a terapia CAR-T tenha mostrado resultados promissores, nem todos os pacientes obtiveram sucesso. A taxa de sobrevivência após dois anos varia entre 40% e 50%, o que é considerado aceitável, visto que a terapia é geralmente uma última alternativa para pacientes com câncer avançado. A pesquisa continua para identificar quais fatores podem aumentar as chances de sucesso do tratamento.

Os desafios para a implementação da terapia incluem a demora na liberação de autorizações por parte dos convênios médicos e o tempo necessário para a preparação das células CAR-T. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está revisando suas diretrizes, o que pode facilitar o acesso a esses tratamentos inovadores.

Enquanto isso, os pacientes celebram não apenas a remissão da doença, mas também a possibilidade de uma vida normal, longe dos efeitos colaterais de tratamentos tradicionais. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que busquem ampliar o acesso a essas terapias, garantindo que mais pessoas possam se beneficiar de inovações que salvam vidas.

Estadão
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