Meio Ambiente

Cheia do Rio Negro causa estragos em Manaus e 40 municípios do Amazonas enfrentam situação de emergência

A cheia do Rio Negro em Manaus atinge 29,04 metros, afetando 40 municípios do Amazonas. A prefeitura constrói pontes e distribui cestas básicas para mitigar os impactos da situação.

Atualizado em
July 7, 2025
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Em Manaus, Rio Negro atingiu 29,04 metros — Foto: Rafael Dantas / Agência O Globo

Imagens de drones capturadas no último fim de semana revelam a crescente elevação do Rio Negro em Manaus, que atingiu 29,04 metros na última sexta-feira, dia quatro. Este nível, embora elevado, não deve ultrapassar a marca histórica de 30,02 metros registrada em 2021, segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB). A cheia, que normalmente começa a recuar em julho, já afeta 40 dos 62 municípios do Amazonas, causando sérios transtornos à população.

O bairro Educandos em Manaus é um dos mais impactados, enfrentando alagamentos e acúmulo de lixo nas residências. Para mitigar os efeitos da cheia, a prefeitura de Manaus construiu mais de 800 metros de pontes provisórias, assegurando o acesso a serviços essenciais, como escolas e igrejas. Além disso, a administração municipal planeja distribuir cestas básicas, kits de higiene e água potável ainda nesta semana.

A Defesa Civil do Amazonas informou que, em resposta à situação, mais de 15 mil moradias serão entregues nos próximos quatro anos para famílias que habitam áreas de risco. A situação é crítica, com dezoito municípios em estado de alerta e apenas quatro em condição de normalidade. O último boletim do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais revelou que 133.711 famílias, totalizando aproximadamente 534 mil pessoas, já foram afetadas pela cheia.

As chuvas intensas que atingiram Manaus e cidades vizinhas nos últimos dias são o principal fator para a elevação dos rios. As nove calhas de rios da região continuam em processo de cheia, com picos esperados entre março e julho. O Governo do Amazonas está realizando ações humanitárias nas áreas mais atingidas, com a distribuição de insumos para municípios como Humaitá, Manicoré e Apuí.

A situação exige uma resposta rápida e eficaz da sociedade civil. A mobilização em torno da ajuda humanitária pode fazer uma diferença significativa na vida das famílias afetadas. A união de esforços pode proporcionar o suporte necessário para que as vítimas da cheia possam se reerguer e reconstruir suas vidas.

Neste momento crítico, é essencial que todos se unam para apoiar as iniciativas que visam ajudar os menos favorecidos. A solidariedade pode transformar a realidade de muitas famílias que enfrentam dificuldades devido a essa calamidade. Juntos, podemos fazer a diferença e promover mudanças significativas na vida daqueles que mais precisam.

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