Conceição Evaristo, renomada escritora brasileira, está escrevendo um romance que entrelaça suas memórias com o diário de sua mãe, Joana Josefina, e fundou a Casa Escrevivência no Rio. A autora reflete sobre sua trajetória e a luta por reconhecimento na literatura.

Conceição Evaristo, renomada escritora brasileira, compartilha suas emoções ao recordar sua mãe, Joana Josefina, falecida em 2021. Inspirada pela obra "Quarto de despejo", de Carolina Maria de Jesus, Joana começou a escrever um diário, que agora serve de base para o novo romance de Evaristo. A autora destaca a influência de sua mãe em sua trajetória literária, afirmando que foi ela quem a ensinou a observar o mundo com profundidade.
Nascida em 1946 na Favela Pindura Saia, em Belo Horizonte, Evaristo enfrentou desafios ao longo de sua vida, conciliando estudos e trabalho até se tornar professora e mudar-se para o Rio de Janeiro. Seu primeiro romance, "Ponciá Vicêncio", foi publicado apenas em 2003, embora estivesse pronto desde os anos 1980. O reconhecimento veio anos depois, com o prêmio Jabuti em 2015 por "Olhos d’água". Hoje, é uma das autoras mais celebradas do Brasil.
A escritora, que criou o conceito de "escrevivência", reflete sobre a importância da memória na literatura afro-brasileira. Ela afirma que a memória é fundamental para reconhecer os negros como sujeitos da história do Brasil, ao contrário da narrativa tradicional que exclui suas contribuições. Evaristo destaca que sua mãe e tias, se tivessem escrito, seriam memorialistas, ressaltando a importância de suas histórias.
Sobre seu reconhecimento tardio, Evaristo menciona que ser uma mulher negra a impediu de acessar certos espaços literários. Ela observa que a crítica muitas vezes limita a leitura de sua obra a questões raciais, ignorando sua estética. A autora revela que o apoio do movimento social negro foi crucial para sua autoestima e para a valorização de sua escrita.
Conceição Evaristo também fala sobre sua experiência como mãe de Ainá, que nasceu com uma deficiência genética. Ela descreve a maternidade atípica como um desafio que a fortaleceu, afirmando que Ainá foi seu apoio após a morte de seu marido. A escritora, que se considera "boa de briga", sempre reivindicou seus direitos e acredita que a literatura é uma forma de dar sentido à vida.
Com a fundação da Casa Escrevivência no Rio de Janeiro, Evaristo busca promover a literatura e a cultura afro-brasileira. Ao se preparar para seu próximo romance e um livro de poemas, ela reafirma seu compromisso com a escrita. Projetos como o dela merecem apoio da sociedade civil, pois ajudam a fortalecer a voz de autores que trazem à tona histórias essenciais para a construção de uma identidade mais inclusiva e representativa.

O Teatro Sesc Paulo Autran, em Taguatinga, apresenta o espetáculo 'Taguá' de 6 a 8 de junho, com histórias reais de moradores, sob direção de André Araújo. A peça aborda temas como liberdade e resistência.

Bares tradicionais da Asa Norte, Baóbar e Pardim, tiveram seus alvarás para música ao vivo cassados pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram) devido a reincidências em poluição sonora. Artistas e frequentadores reagem com indignação, considerando a ação uma repressão cultural. O Baóbar, que promove o projeto Samba Nosso, e o Pardim, famoso por suas rodas de MPB, enfrentam restrições severas, enquanto alegam seguir normas de volume. Ambos aguardam desdobramentos legais.

BNDES destina R$ 50 milhões para a recuperação do Museu Nacional, que reabrirá parcialmente em junho de 2024 e totalmente entre 2027 e 2028, após incêndio devastador em 2018.

- Lançamento do jogo "Ciatinha na Pequena África" será nesta quinta-feira. - O game oferece uma experiência imersiva sobre samba e resistência negra. - Jogadores explorarão a Pequena África e interagirão com figuras históricas. - Iniciativa é patrocinada pela prefeitura e visa fortalecer a identidade cultural. - Disponível gratuitamente no Google Play e em eventos parceiros.

João Moreira Salles lança "Minha terra estrangeira" no festival É Tudo Verdade, abordando a realidade indígena no Brasil com debates programados. O filme é uma colaboração com o Coletivo Lakapoy.

A exposição "Racionais MC’s: O Quinto Elemento" no Museu das Favelas, em São Paulo, foi prorrogada até 31 de agosto de 2025, atraindo mais de 80 mil visitantes e destacando a cultura hip hop. O minidocumentário lançado oferece uma nova perspectiva sobre a trajetória do grupo, reforçando a importância de dar voz às narrativas periféricas.