A terceira Conferência dos Oceanos da ONU, em Nice, destaca a urgência da proteção marinha, com promessas de 60 países para ratificar um tratado e críticas à mineração em águas profundas. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alerta sobre a exploração predatória dos oceanos e pede uma moratória até que se compreenda melhor seu impacto ambiental. O presidente francês, Emmanuel Macron, reforça que o fundo do mar "não está à venda" e busca apoio para um acordo que visa proteger 30% dos oceanos até 2030.

A terceira Conferência dos Oceanos da ONU teve início nesta segunda-feira, 9 de junho de 2025, em Nice, França. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou sobre a necessidade de evitar que o fundo do mar se torne um "faroeste", criticando a política unilateral dos Estados Unidos. O evento reúne quase 60 líderes globais e visa estabelecer uma política comum para a conservação marinha, em meio a debates sobre mineração em águas profundas, resíduos plásticos e pesca predatória.
Guterres expressou preocupação com a exploração dos fundos marinhos, especialmente após a decisão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de acelerar a mineração em águas profundas. Ele enfatizou a importância de mudar a abordagem de exploração a curto prazo para uma gestão sustentável a longo prazo. A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA) se reunirá em julho para discutir a regulamentação da mineração em águas internacionais.
O presidente da França, Emmanuel Macron, destacou a necessidade de uma mobilização global para proteger os oceanos, afirmando que "o fundo do mar não está à venda". Ele defendeu uma moratória sobre a exploração até que se compreendam melhor os impactos ambientais. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, também criticou o unilateralismo, pedindo ações concretas da ISA para proteger os oceanos.
A França espera que a cúpula resulte em um compromisso semelhante ao Acordo de Paris, com a ratificação de um tratado por sessenta países. Macron declarou que a ratificação está "garantida", com quinze países já se comprometendo formalmente. O tratado é considerado crucial para a meta de proteger trinta por cento dos oceanos até 2030, uma vez que atualmente apenas 8,4% da superfície oceânica está sob proteção.
Durante a conferência, é esperado que diversos países anunciem a criação de novas áreas marinhas protegidas e a proibição de práticas de pesca prejudiciais. O evento conta com a presença de cientistas, líderes empresariais e ativistas ambientais, além de um forte esquema de segurança com cinco mil policiais mobilizados em Nice.
Essa conferência representa uma oportunidade única para a sociedade civil se unir em torno da proteção dos oceanos. Projetos que visem a conservação marinha e a promoção de práticas sustentáveis podem ser impulsionados pela mobilização da comunidade, contribuindo para um futuro mais saudável para nossos oceanos e para o planeta.
O Programa Água Doce (PAD) avança no semiárido brasileiro com a ativação de 61 novos sistemas de dessalinização em 2025, superando a meta de 100. A iniciativa já implantou 1.131 sistemas em 10 estados, promovendo dignidade e saúde.

O cerrado brasileiro registrou uma queda de 20% nos alertas de desmatamento, enquanto a Amazônia teve a segunda menor área destruída desde 2015, apesar de um leve aumento. Dados do Deter mostram avanços na proteção ambiental.

Representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) visitaram empreendimentos na Itália para aprender sobre gestão de resíduos sólidos, buscando soluções adaptadas ao Brasil. A troca de experiências é crucial para enfrentar os mais de 3 mil lixões ativos no país e desenvolver parcerias locais.

Neste Dia do Meio Ambiente, a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 48% das indústrias brasileiras investem em energias renováveis, um aumento significativo em relação a 2023. O Nordeste lidera com 60% de adoção.

O aumento de 92% no desmatamento da Amazônia, anunciado pelo Ministério do Meio Ambiente, compromete a imagem do Brasil e sua liderança na agenda climática global, exigindo ação imediata do governo.

Líderes católicos entregaram um "chamado por justiça climática" ao Papa Leão 14, criticando o "capitalismo verde" e exigindo que países ricos paguem sua dívida ecológica na COP30 em Belém. A mensagem destaca a necessidade de uma transição energética justa e rechaça soluções que mercantilizam a natureza.