A COP30, que ocorrerá em Belém, enfrenta incertezas com a possível ausência de Donald Trump e críticas sobre altos custos de hospedagem, que podem limitar a participação internacional. A diretora executiva, Ana Toni, destacou a falta de interesse dos EUA e a possibilidade de a conferência ser a mais excludente da história devido a preços abusivos, afetando a legitimidade das negociações.

A diretora executiva da COP30, Ana Toni, anunciou que a presença do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na conferência em Belém (PA) ainda não está confirmada. Toni destacou que os sinais não são encorajadores, uma vez que os EUA demonstraram desinteresse pelo evento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia enviado um convite a Trump, mas a participação americana nos encontros multilaterais tem sido inexistente, segundo Lula.
Trump, que retirou os EUA do Acordo de Paris no início de seu segundo mandato, não tem se mostrado ativo nas discussões climáticas. Ana Toni afirmou que, apesar da ausência dos EUA, a conferência contará com a participação de outros 197 países, ressaltando a importância da colaboração internacional. Ela também mencionou que a imprevisibilidade dos EUA pode trazer surpresas, mas a situação atual é de incerteza.
Além das questões diplomáticas, a COP30 enfrenta desafios logísticos significativos. O Observatório do Clima, uma rede de ONGs brasileiras, criticou a preparação do governo federal e do estado do Pará, apontando que a conferência pode se tornar a mais excludente da história devido aos altos preços de hospedagem. A falta de acomodações acessíveis pode limitar a participação de delegações, especialmente de países em desenvolvimento.
Os preços exorbitantes de hospedagem em Belém estão gerando preocupações. Relatos indicam que os custos de diárias superam os de capitais como Rio de Janeiro e São Paulo. As plataformas de reserva criadas pelo governo também sugerem que os participantes poderão ter que compartilhar camas, o que agrava ainda mais a situação. A Defensoria Pública do estado já notificou plataformas de hospedagem sobre práticas de preços abusivos.
Com a conferência se aproximando, a logística se tornou um tema central nas discussões. O presidente da Áustria já anunciou que não comparecerá devido aos altos custos, e muitos países, especialmente os mais pobres, estão enfrentando dificuldades para garantir acomodações. O Observatório do Clima alertou que a redução de delegações pode afetar a legitimidade das negociações climáticas.
Diante desse cenário, a união da sociedade civil é fundamental para garantir que a COP30 não seja um evento excludente. A mobilização em torno de iniciativas que promovam a inclusão e a participação de todos os países é essencial. Projetos que visem apoiar a logística e a acessibilidade durante a conferência podem fazer a diferença e garantir que vozes importantes sejam ouvidas nas discussões climáticas.

A COP 30 em Belém enfrenta desafios significativos, com Tasso Azevedo alertando sobre a contradição entre a busca por um plano de eliminação de combustíveis fósseis e o interesse do Brasil em explorar petróleo na Margem Equatorial.

Cientistas da Universidade Federal de Alagoas e da University of Hawai’i at Mānoa detectaram microplásticos em placentas e cordões umbilicais de gestantes em Maceió, a primeira ocorrência na América Latina, com riscos à saúde fetal.

Estudos revelam que carregadores de celular conectados à tomada consomem energia mesmo inativos, resultando em um desperdício de R$ 500 milhões anuais no Brasil e riscos de superaquecimento. Desconectar é essencial.

A White Martins, sob a liderança de Gilney Bastos, está prestes a inaugurar uma nova planta de hidrogênio verde em Jacareí (SP), que aumentará a produção em cinco vezes e atenderá o mercado interno. A empresa busca competitividade de custos em relação ao hidrogênio cinza, enquanto o Brasil se destaca como um mercado relevante para o grupo Linde.

Estudo do IPAM revela que a Amazônia pode evitar colapsos regionais, mas a degradação florestal aumentou 497% em 2024-2025. Medidas urgentes são necessárias para reverter a situação.

Um conselho de adaptação foi criado para apoiar a presidência da COP30 em Belém, reunindo especialistas como Ellen Johnson Sirleaf e Avinash Persaud, com foco na resiliência climática global. O grupo busca dialogar e orientar sobre questões climáticas urgentes, especialmente para populações vulneráveis.