Crianças e adolescentes são as principais vítimas de estupro no Brasil, com 78% dos casos registrados em 2024 envolvendo menores de 17 anos, principalmente em residências. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 revela a gravidade da violência sexual intrafamiliar, enraizada em uma cultura patriarcal. Especialistas destacam a necessidade de educação e conscientização para prevenir esses abusos.

A violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil é alarmante, com dados recentes revelando que setenta e oito por cento dos estupros registrados em 2024 foram contra menores de dezessete anos. Desses, sessenta e nove por cento ocorreram em residências, evidenciando a vulnerabilidade intrafamiliar. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, divulgado em julho, aponta que a maioria das vítimas são meninas, com oitenta e cinco por cento dos casos de estupro de vulnerável envolvendo esse grupo.
Especialistas atribuem essa realidade a uma cultura patriarcal, onde a autoridade masculina predomina nas relações familiares. A antropóloga Laura Lowenkron destaca que a violência sexual intrafamiliar está ligada a relações de poder, refletindo uma estrutura social que naturaliza a subordinação das mulheres e crianças. O anuário também limita a identificação dos agressores a familiares e conhecidos, o que dificulta a compreensão completa do problema.
O panorama se torna ainda mais preocupante ao considerar que, embora em menor proporção, meninos também são vítimas de violência sexual. Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam que, entre 2021 e 2023, meninos de até dezenove anos sofreram mais abusos sexuais do que mortes intencionais. O novo anuário revela um aumento de onze por cento nos registros de estupro de vulnerável contra meninos, embora não se saiba se isso reflete um aumento real de casos ou um aumento nas denúncias.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) reconhece a violência sexual como qualquer ato libidinoso, representando um avanço na proteção dos direitos das crianças. No entanto, a absorção desse conceito pela sociedade ainda é um desafio. A antropóloga Flávia Pires menciona o adultocentrismo, que marginaliza a infância e adolescência, dificultando a valorização dos direitos dos jovens.
Além disso, a psicanalista Vera Iaconelli aponta a complexidade emocional das vítimas, que muitas vezes sentem amor e medo em relação aos agressores, dificultando a denúncia. Fatores como sigilo, laços afetivos e a falta de privacidade em residências pequenas contribuem para a manutenção desse ciclo de violência. A vulnerabilidade social e econômica também é um elemento crucial, como exemplificado por casos em que mães toleram abusos em troca de sustento.
É fundamental que a sociedade se mobilize para enfrentar essa questão. Projetos voltados para a educação e conscientização sobre violência sexual podem ajudar a criar uma nova geração mais respeitosa e informada. A união da sociedade civil pode ser decisiva para apoiar iniciativas que visem proteger crianças e adolescentes, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e seus direitos respeitados.

O Projeto Residência Artística Ruth de Souza oferece dez bolsas de R$ 1 mil para mulheres que foram empregadas domésticas, promovendo oficinas de teatro entre 29 de setembro e 5 de outubro de 2025. As inscrições vão até 31 de agosto de 2025.

Mulheres estão conquistando posições de liderança na indústria do champanhe, como Catherine Petit na Moët Hennessy, desafiando normas patriarcais e promovendo mudanças significativas no setor.

Café com as CEOs debateu empreendedorismo e menopausa em evento promovido pelo Valor e Marie Claire, reunindo setenta líderes femininas em São Paulo. Informação e políticas públicas foram enfatizadas.
O Polo de Agricultura Irrigada do DF foi criado em 2024 para atender demandas de pequenos produtores, com foco em água e energia. O evento "Irriga DF" celebrou avanços na produção agrícola e assistência técnica.

O Senado aprovou a permanência dos incentivos fiscais para doações a projetos esportivos, aumentando a dedução para pessoas físicas para 7% e para empresas para 3%. A proposta agora aguarda sanção presidencial.

A médica neonatologista Lilia Maria Caldas Embiruçu, com vasta experiência em cuidados paliativos, destaca a importância da nova lei que cria a Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental, assegurando apoio a famílias em luto.