Saúde e Ciência

Cuidado com a trombose: mulheres em idade fértil enfrentam riscos elevados com hormônios e gravidez

Cerca de 180 mil casos de trombose surgem anualmente no Brasil, com maior incidência entre mulheres de 20 a 45 anos, destacando a necessidade de cuidados circulatórios e prevenção. O uso de hormônios, gravidez e menopausa são fatores de risco significativos.

Atualizado em
July 3, 2025
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A trombose, caracterizada pela formação de coágulos sanguíneos que bloqueiam o fluxo normal nas veias ou artérias, é uma condição que merece atenção especial, especialmente entre as mulheres. Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), aproximadamente 180 mil novos casos surgem anualmente no Brasil, com maior incidência entre mulheres de 20 a 45 anos. Essa faixa etária é particularmente vulnerável devido a fatores hormonais, como o uso de anticoncepcionais, gravidez e menopausa.

Os anticoncepcionais hormonais, especialmente aqueles que contêm estrogênio e progesterona, são considerados um dos principais fatores de risco para a trombose. O uso dessas pílulas pode aumentar a coagulação do sangue, elevando o risco de formação de coágulos. Essa preocupação se intensifica entre mulheres com idades entre 35 e 45 anos, que frequentemente utilizam métodos contraceptivos ou iniciam terapias de reposição hormonal.

A gravidez e o período pós-parto também são momentos críticos para a saúde vascular feminina. Durante a gestação, o corpo se adapta para evitar hemorragias durante o parto, o que pode resultar em um aumento da coagulação sanguínea. Embora essa resposta seja essencial, ela pode levar à formação de coágulos indesejados. Na menopausa, que ocorre geralmente entre 45 e 55 anos, a diminuição dos níveis de estrogênio afeta a circulação, reduzindo a elasticidade das veias e aumentando o risco de trombose.

Além dos fatores hormonais, outros elementos como sedentarismo, cirurgias recentes, doenças inflamatórias, tabagismo e histórico familiar também contribuem para a predisposição à trombose. Para prevenir essa condição, recomenda-se a prática regular de atividades físicas leves, como caminhadas, e a manutenção de uma boa hidratação. Manter um peso saudável e evitar o tabagismo são atitudes essenciais para minimizar os riscos associados.

O aumento significativo de casos de trombose venosa no Brasil é uma preocupação crescente entre especialistas. Fatores como sedentarismo, alimentação inadequada e longos períodos em posição sentada são apontados como contribuintes para essa situação. A prevenção é fundamental e deve incluir acompanhamento médico, especialmente para aqueles com histórico familiar da doença.

Nessa situação, a união da sociedade civil pode fazer a diferença. Projetos que visem a conscientização e a prevenção da trombose são essenciais e podem ser impulsionados por iniciativas coletivas. A mobilização em torno da saúde vascular feminina é crucial para reduzir os índices de trombose e promover um futuro mais saudável para todas as mulheres.

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