A SES-DF ampliará o tratamento de AVC com novas técnicas em hospitais, visando reduzir mortalidade e sequelas. A iniciativa "AVC no Quadrado" promete melhorar a assistência e integrar equipes médicas.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) anunciou a ampliação do tratamento para Acidente Vascular Cerebral (AVC) nos hospitais regionais do Gama e Sobradinho. As novas unidades passarão a realizar a trombólise endovenosa, um tratamento eficaz que reduz sequelas em pacientes com AVC. O Hospital de Base (HBDF) também se destacará ao oferecer a trombectomia mecânica, uma técnica avançada que pode ser aplicada até 24 horas após o evento.
A iniciativa, chamada “AVC no Quadrado”, visa diminuir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A secretária-adjunta de Assistência à Saúde da SES-DF, Edna Maria Marques de Oliveira, ressaltou que a implementação de uma linha de cuidados ao AVC representa um avanço significativo na rede assistencial, com protocolos padronizados e fluxos definidos para respostas mais rápidas.
O AVC é uma das principais causas de morte no Brasil, com uma vítima a cada sete minutos, totalizando cerca de 120 mil mortes anuais. Aproximadamente 70% dos sobreviventes enfrentam algum grau de incapacidade, e 50% tornam-se dependentes para atividades diárias. Somente em 2023, o Distrito Federal gastou mais de R$ 7,4 milhões com internações relacionadas ao AVC.
O projeto “AVC no Quadrado” também inclui a integração de equipes do Hospital de Base com os hospitais do Gama e Sobradinho através do Telestroke, uma ferramenta de telemedicina que conecta neurologistas especializados a hospitais, permitindo diagnósticos e orientações em tempo real, especialmente em áreas com escassez de especialistas.
Atualmente, o Hospital de Base é o único no DF a realizar trombólise endovenosa em regime de 24 horas. Com a expansão do tratamento para os hospitais regionais, espera-se um aumento significativo no número de pacientes beneficiados, dado que as novas unidades estão estrategicamente localizadas para garantir um atendimento mais rápido.
Resultados da trombólise endovenosa mostram que, a cada cem pacientes tratados, trinta e dois apresentam melhora clínica e treze ficam sem sequelas. Projetos como esse devem ser estimulados pela sociedade civil, pois a união pode fazer a diferença na recuperação de vítimas de AVC e na melhoria da assistência à saúde no Distrito Federal.

Sala de palivizumabe na Policlínica do Gama já aplicou 110 doses em crianças. A unidade, revitalizada em dezembro de 2024, oferece atendimento especializado e medidas de prevenção contra infecções respiratórias.

A International Diabetes Federation reconheceu o diabetes relacionado à desnutrição como "diabetes tipo 5". Especialistas se reúnem para desenvolver diretrizes de diagnóstico e tratamento.

O Governo do Distrito Federal lançou uma cartilha sobre o programa "O câncer não espera", que visa acelerar o diagnóstico e tratamento do câncer. A iniciativa da Secretaria de Saúde busca garantir um atendimento humanizado e coordenado, destacando a importância da detecção precoce.

Pesquisadoras da ImunoTera desenvolveram a vacina Terah-7, que ativa o sistema imunológico contra cânceres relacionados ao HPV, com resultados promissores em testes clínicos e planos de internacionalização.

A Cardiomiopatia de Takotsubo, conhecida como Síndrome do Coração Partido, afeta principalmente mulheres de 50 a 70 anos, com mortalidade anual de 5,6% e risco elevado de novos episódios. Estudos recentes revelam que a condição, desencadeada por estresse emocional intenso, está em ascensão. O cardiologista Antônio Aurélio Fagundes destaca a importância do diagnóstico e do tratamento adequado, pois a síndrome pode levar a complicações graves e persistentes.

A partir de 1º de setembro, planos de saúde no Brasil devem cobrir o implante contraceptivo Implanon para mulheres de 18 a 49 anos, após sua inclusão no SUS. A medida, aprovada pela ANS, visa garantir acesso a métodos contraceptivos eficazes.