A conclusão da educação básica entre brasileiros com 25 anos ou mais aumentou para 56% em 2024, mas 44% ainda não completaram o ensino médio, evidenciando desigualdades raciais e regionais.

A proporção de brasileiros com 25 anos ou mais que completaram a educação básica aumentou para 56%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Educação de 2024. Esse número representa um crescimento de dez pontos percentuais desde 2016, quando a taxa era de 46%. Apesar do avanço, ainda há 44% dessa população sem diploma de ensino médio, refletindo desigualdades raciais e regionais significativas.
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, em comparação com países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil ainda está atrás. Enquanto a média de pessoas sem educação básica completa na OCDE é de 20%, o Brasil apresenta um percentual de 44%. Na América Latina, o país também fica atrás de nações como Colômbia, Argentina e Chile.
Entre 2010 e 2019, as taxas de conclusão do ensino médio no Brasil melhoraram continuamente, mas a pandemia de Covid-19 interrompeu esse progresso em 2020. Em 2023, no entanto, a trajetória de crescimento foi retomada. Além disso, as taxas de abandono escolar diminuíram, passando de 12,5% em 2010 para 3,6% em 2023, especialmente no primeiro ano do ensino médio, onde o risco de desistência é maior.
Apesar das melhorias, o Nordeste é a única região onde menos da metade da população com 25 anos ou mais concluiu o ensino médio, com apenas 47%. Essa taxa é inferior à média nacional, que superou esse patamar desde 2017. As desigualdades raciais também são evidentes, com adultos brancos estudando em média 11 anos e 63,4% desse grupo completando o ensino médio, enquanto pretos e pardos têm uma média de 9,4 anos de escolaridade, com apenas 50% concluindo a educação básica.
Embora o Brasil tenha reduzido o número de novos adultos sem educação básica, a reintegração de pessoas que abandonaram os estudos na infância ou adolescência continua sendo um desafio. Com 44% da população acima de 25 anos sem diploma de ensino médio, isso representa mais de 60 milhões de pessoas. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) registrou em 2024 o menor número de matrículas da história, com apenas 198 mil alunos, apesar do investimento de R$ 120 milhões pelo Ministério da Educação (MEC) para criar novas vagas.
Esses dados ressaltam a importância de iniciativas que promovam a inclusão educacional e a reintegração de jovens e adultos ao sistema de ensino. A mobilização da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar projetos que visem a melhoria da educação e a redução das desigualdades. A união em torno de causas sociais pode fazer a diferença na vida de milhões de brasileiros que ainda buscam completar sua formação educacional.

A Unicamp lançou cursos online gratuitos em diversas áreas, acessíveis pela plataforma Coursera, permitindo que qualquer pessoa estude e obtenha certificados de uma das melhores universidades do Brasil. Os cursos, disponíveis sem vestibular, abrangem temas como saúde, logística e educação, e podem ser feitos no próprio ritmo. Para obter o certificado, há uma taxa, mas ajuda financeira está disponível para quem não pode pagar. Essa iniciativa democratiza o acesso ao conhecimento e promove o desenvolvimento de habilidades essenciais.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação de 2024 revela que apenas 76,7% dos jovens estão na série correta do ensino médio, com 44% da população sem educação básica. O Brasil ainda enfrenta desafios significativos na educação, com metas do Plano Nacional de Educação (PNE) de 2014 não cumpridas.

Apenas 15% da população urbana brasileira reside em ruas com rampas para cadeirantes, segundo o IBGE. Apesar do aumento em relação a 2010, a situação ainda é crítica.

O trágico caso do "desafio do desodorante" resultou na morte de uma criança, gerando um alerta sobre a segurança digital. Especialistas pedem educação midiática e responsabilização de pais, educadores e plataformas. A falta de regulamentação e a influência de influenciadores digitais são preocupações centrais.

O governo Lula anunciou uma recomposição de R$ 400 milhões para o orçamento das universidades federais, mas o total de R$ 6,97 bilhões ainda é insuficiente para atender às necessidades das instituições. Apesar da normalização dos repasses, as universidades enfrentam obras paradas e cortes em serviços essenciais, com a Andifes reivindicando R$ 1,3 bilhão a mais. A UFRJ, por exemplo, continua em crise com atrasos em pagamentos e redução de serviços.

Grupo Boticário abre inscrições para a 5ª edição do Programa Desenvolve, oferecendo cursos gratuitos em tecnologia até 14 de abril de 2025, focando em grupos sub-representados. A expectativa é capacitar 20 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social.