A Resolução CNE/CEB nº 1 de 2024 estabelece diretrizes para a Educação Infantil no Brasil, visando qualidade e equidade. A professora Luciene Cavalcante destaca a urgência de um diagnóstico nacional sobre as condições das creches e valorização dos profissionais.

A Educação Infantil no Brasil passou por uma significativa transformação, deixando de ser um modelo assistencialista para se consolidar como a primeira etapa da educação básica. A Constituição de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996 reconheceram a educação infantil como um direito da criança e um dever do Estado. Apesar dos avanços legais, mais de sessenta por cento das crianças de zero a três anos ainda não têm acesso a creches, evidenciando um grande desafio a ser enfrentado.
Estudos, como os do economista James Heckman, mostram que o investimento na primeira infância é crucial para o desenvolvimento econômico e social. Cada real investido nessa fase gera retornos significativos ao longo da vida, refletindo em maior escolaridade e melhor desempenho profissional. Contudo, a realidade das creches no Brasil é marcada por precariedade, com profissionais, em sua maioria mulheres, enfrentando condições de trabalho inadequadas e salários baixos, apesar de sua formação superior.
A Resolução CNE/CEB nº 1 de 2024, que estabelece diretrizes para a qualidade da Educação Infantil, busca reverter essa situação. As diretrizes abordam cinco dimensões essenciais: gestão democrática, formação profissional, proposta pedagógica, avaliação e infraestrutura. A implementação dessas diretrizes é fundamental para garantir a valorização dos educadores e a qualidade do atendimento nas creches.
O próximo Plano Nacional de Educação terá um papel crucial na definição de metas que visem combater as desigualdades de acesso e promover oportunidades de aprendizagem para crianças em situação de vulnerabilidade social. É necessário um diagnóstico nacional que avalie as condições estruturais e pedagógicas das creches, orientando políticas públicas baseadas em evidências e necessidades reais.
A valorização dos profissionais da educação infantil é um passo essencial para garantir a qualidade do atendimento. Melhorar as condições de trabalho, assegurar um piso salarial justo e promover a formação continuada são medidas que podem transformar a realidade das creches no Brasil. A luta por esses direitos é uma questão de justiça social e um investimento no futuro das crianças brasileiras.
É fundamental que a sociedade civil se mobilize para apoiar iniciativas que visem melhorar a educação infantil. A união em torno dessa causa pode proporcionar recursos e apoio para transformar a realidade das creches, garantindo que todas as crianças tenham acesso a uma educação de qualidade desde os primeiros anos de vida.

O Ministério da Educação (MEC) lançou o programa Na Ponta do Lápis, que visa ensinar educação financeira a alunos do ensino básico, com foco em 30 milhões de estudantes e 2 milhões de professores. A adesão é voluntária e requer compromisso formal.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) abre inscrições até 8 de setembro para a chamada Aliança Educacional, que financiará até R$ 2 milhões em projetos inovadores na educação. Startups de base tecnológica podem se inscrever para desenvolver soluções que melhorem a formação profissional, com foco em tecnologias educacionais. Até oito projetos serão selecionados, cada um recebendo até R$ 250 mil, com a condição de serem aplicados em escolas do Senai.

Cinco plataformas brasileiras oferecem cursos gratuitos online com certificado, promovendo a capacitação profissional e democratizando o acesso ao conhecimento em diversas áreas. Iniciativas da USP, FGV e Kultivi destacam-se pela qualidade e flexibilidade.

Pesquisa do Datafolha revela que 40% dos responsáveis acreditam que crianças até 6 anos passam tempo excessivo em telas, enquanto 84% não reconhecem a importância da primeira infância. A pesquisa destaca a necessidade de conscientização sobre o desenvolvimento infantil e os riscos do uso excessivo de dispositivos eletrônicos.

Mais de 300 mil crianças e adolescentes retornaram à escola entre 2017 e 2025, graças à Busca Ativa do Unicef, mas ainda há 993,4 mil fora da educação formal. A evasão escolar é um desafio persistente no Brasil.

A Unicamp oferece cursos gratuitos online na Coursera, abrangendo diversas áreas. Qualquer pessoa pode se inscrever sem vestibular e obter certificado mediante taxa.