A FIGIJ e a NASPAG publicaram artigo que desassocia hímen de virgindade, condenando testes de virgindade e defendendo que a avaliação de abuso deve se basear na história da paciente.

A relação entre a aparência do hímen e a virgindade tem sido amplamente debatida, especialmente com a recente publicação de um artigo pela Federação Internacional de Ginecologia Infantil e Adolescente (FIGIJ) e pela Sociedade Norte-Americana de Ginecologia Pediátrica e Adolescente (NASPAG). O texto, publicado na revista Journal of Pediatric and Adolescent Gynecology, pede a desassociação entre hímen e virgindade, condenando a prática de testes de virgindade e enfatizando que a avaliação de abuso deve se basear na história da paciente, não na aparência do hímen.
A presidente da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia na Infância e Adolescência da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Rosana dos Reis, explica que o hímen é uma membrana fibroelástica que cobre parcialmente a vagina. Ela destaca que, se o hímen cobre totalmente a vagina, isso é considerado uma malformação que requer intervenção médica. O artigo também refuta o mito de que o hímen deve cobrir a vagina completamente, o que leva a equívocos sobre a perda da virgindade.
O texto menciona que a ideia de que uma menina perde a virgindade ao romper o hímen é imprecisa. Segundo Reis, essa crença pode levar a interpretações errôneas, como associar a perda da virgindade a acidentes ou abusos. A médica ressalta que o hímen não é uma estrutura imutável e que sua aparência pode mudar ao longo da vida devido a fatores hormonais e variações individuais.
Além disso, o artigo aborda a prática de testes de virgindade, que são comuns em várias culturas e têm implicações sociais, econômicas e religiosas. Essas práticas são consideradas violações dos direitos humanos, e as entidades internacionais pedem que sejam reconhecidas como violência de gênero. O artigo sugere que os termos "virgem" e "virgindade" sejam eliminados de documentos oficiais, pois não têm relevância médica.
As entidades enfatizam que a avaliação de casos de abuso deve ser realizada por equipes multidisciplinares com treinamento forense, afirmando que a história da paciente é a evidência mais confiável de abuso. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) já não relaciona a virgindade à aparência do hímen, reconhecendo que existem diferentes tipos de hímen que podem ser rompidos de várias maneiras, não apenas durante a primeira relação sexual.
Essa mudança de perspectiva é crucial para a proteção dos direitos das mulheres e meninas. A conscientização sobre a desassociação entre hímen e virgindade pode ajudar a combater práticas prejudiciais e promover uma abordagem mais sensível e informada em casos de abuso. Nessa situação, nossa união pode ajudar os menos favorecidos, apoiando iniciativas que promovam a educação e a conscientização sobre os direitos das mulheres e meninas.

A exposição "Corpo manifesto", de Sérgio Adriano H, no CCBB, reúne 113 obras, incluindo 33 inéditas, e reflete sobre racismo e a identidade negra, celebrando 25 anos de carreira do artista. Visitas guiadas acontecem hoje e amanhã.

O Sesc RJ inaugurará sua primeira unidade na Zona Oeste em 2027, em Jacarepaguá, com um complexo de 11.800 m² que incluirá diversas instalações e tecnologias sustentáveis. O projeto visa ampliar os serviços de assistência, cultura, educação, lazer e saúde na região.

O saxofonista Leo Gandelman lidera a Caravana Musical nas Escolas, promovendo música e instrumentos a estudantes da rede pública em Niterói e outras cidades. O projeto interativo visa enriquecer a cultura escolar e inspirar as crianças.

O filme "A Melhor Mãe do Mundo", de Anna Muylaert, retrata a jornada de Gal, uma catadora que escapa de um relacionamento abusivo, transformando a fuga em uma aventura para seus filhos. A obra aborda a violência doméstica com sensibilidade, destacando a força materna em meio ao sofrimento.

Mariana Xavier, atriz e humorista, está em cartaz com o monólogo "Antes do ano que vem", que aborda saúde mental e celebra três anos de sucesso no Teatro Copacabana Palace. Ela lançou um sugador de clitóris acessível e compartilha sua jornada de amor-próprio e diversidade, enquanto namora Guido, um diretor de comerciais. Mariana destaca a importância de discutir saúde mental e prazer sexual, buscando impactar positivamente a vida de suas seguidoras.

A Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP) da Fiocruz foi designada como Centro Colaborador da OPAS e da OMS, focando na atenção primária à saúde. A parceria reforça a excelência da ENSP na formação de profissionais e na produção de políticas públicas.