O Brasil reduziu a mortalidade infantil de 50 para 12 por mil nascimentos após a implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Apesar dos avanços, desafios persistem na educação e no trabalho infantil.

O Brasil, há algumas décadas, enfrentava alarmantes índices de mortalidade infantil, com aproximadamente cinquenta óbitos a cada mil nascimentos. Nesse contexto, crianças em situação de vulnerabilidade e adolescentes infratores eram tratados de maneira inadequada, sendo encaminhados a orfanatos ou à antiga Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), onde conviviam em condições precárias. A situação começou a mudar com a implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que completou trinta e cinco anos em 13 de julho de 2025.
Desde a adoção do ECA, o índice de mortalidade infantil caiu drasticamente para doze mortes por mil nascimentos. Além disso, o número de menores internados reduziu de cerca de vinte e dois mil para menos de doze mil. No Estado de São Paulo, essa redução foi ainda mais acentuada, passando de dez mil para seis mil nos últimos dez anos. As políticas públicas resultantes do ECA transformaram o atendimento à população infantojuvenil, contribuindo para a diminuição da criminalidade e promovendo a ressocialização.
O ECA promoveu uma reestruturação significativa nas instituições de acolhimento. Os orfanatos foram substituídos por casas-lares, que atendem até vinte crianças e adolescentes, com suporte de equipes multidisciplinares. As antigas Febens foram transformadas em centros de ressocialização, focados no acolhimento de jovens em conflito com a lei. Segundo Ariel de Castro Alves, da Comissão Nacional de Defesa da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a nova legislação representa um marco na construção de políticas voltadas para essa população.
De acordo com Liliana Chopitea, chefe de Políticas Sociais do Unicef no Brasil, os efeitos positivos do ECA também se refletem na redução da pobreza entre crianças e adolescentes. Dados do relatório "Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil" indicam que a taxa de pobreza nessa faixa etária caiu de sessenta e dois vírgula cinco por cento em 2017 para cinquenta e cinco vírgula nove por cento em 2023. Essa melhoria é atribuída a programas como o Bolsa Família, que ajudaram a tirar milhões de crianças da privação de renda.
Apesar dos avanços, desafios persistem, especialmente na educação e no trabalho infantil. A taxa de privação educacional caiu de oito vírgula seis por cento em 2017 para sete vírgula oito por cento em 2023, mas cerca de trinta por cento das crianças entre sete e oito anos ainda não estão alfabetizadas. O trabalho infantil continua a ser um problema, afetando três vírgula quatro por cento das crianças, um número que se manteve estável desde 2017. Chopitea ressalta que a pobreza deve ser analisada de forma multidimensional, considerando fatores como raça e localização geográfica.
Embora o ECA tenha promovido mudanças significativas, ainda há muito a ser feito. Marina Poniwas, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, destaca que a infância e a adolescência são frequentemente as primeiras a sofrer com cortes orçamentários. Em 2023, mais de cento e quinze mil crianças e adolescentes foram vítimas de violência. A falta de uma rede de proteção eficaz e a escassez de recursos para os Conselhos Tutelares são obstáculos que precisam ser superados para garantir a segurança e os direitos dessa população.
Em um cenário onde as políticas públicas ainda precisam de fortalecimento, a união da sociedade civil pode fazer a diferença. Projetos que visam apoiar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade são essenciais para garantir um futuro melhor. A mobilização em torno dessas causas pode proporcionar o suporte necessário para transformar a realidade de muitos jovens no Brasil.

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei "ECA Digital", que visa proteger crianças e adolescentes online, após preocupações sobre adultização e exploração sexual nas redes sociais. A proposta agora segue para o Senado e estabelece uma autoridade autônoma para fiscalizar e aplicar sanções.

Selena Gomez lançou o Rare Eau de Parfum, um perfume acessível com embalagem anatômica, visando facilitar o uso para pessoas com dificuldades motoras. A iniciativa destaca a inclusão na beleza.

Uiramutã, em Roraima, é novamente classificada como a pior cidade do Brasil para se viver, com pontuação de 37,59 no Índice de Progresso Social (IPS) de 2024, destacando graves problemas em Oportunidades e Necessidades Humanas Básicas.

O vídeo de Felipe Bressanim Pereira, o Felca, sobre "adultização infantil" gerou grande repercussão, com mais de 31 milhões de visualizações e 29 propostas na Câmara dos Deputados. O tema uniu partidos de diferentes espectros políticos em busca de proteção às crianças nas redes sociais.

Entre 23 e 25 de julho de 2025, Brasília sediará o evento Transformar Juntos 2025, promovido pelo Sebrae, com foco em desenvolvimento territorial, sustentabilidade e inovação. Com setenta atividades programadas, o evento contará com palestras de líderes como Leandro Grass, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e Everton Santos, diretor do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI). Um painel especial abordará recursos da educação, enquanto um empório destacará produtos com Indicação Geográfica, promovendo a cultura local. As inscrições estão abertas no site oficial do evento.

Haonê Thinar, atriz e modelo, brilha como Pamela na novela "Dona de Mim", destacando a representação de pessoas com deficiência na TV. Sua trajetória inspira e transforma a percepção social.