Estudo revela que a estimulação transcraniana de corrente contínua anódica, aliada a exercícios e educação sobre dor, reduz em até 38,76% a interferência da dor em mulheres com fibromialgia, superando o placebo.

A estimulação transcraniana de corrente contínua anódica (ETCC-A) aplicada em casa, em conjunto com exercícios e educação sobre neurociência da dor, demonstrou eficácia significativa na redução da dor em mulheres com fibromialgia. Um estudo recente revelou que o grupo que recebeu ETCC-A apresentou uma diminuição de 38,76% na interferência da dor em suas atividades diárias, em comparação com 16,08% no grupo placebo. Este tratamento se destacou especialmente entre as participantes que responderam ao teste placebo, com 62,5% alcançando uma melhora de 50% ou mais.
Além disso, 71,1% das mulheres que participaram do grupo ETCC-A relataram pelo menos 30% de melhora em sua condição geral, enquanto 84,9% se sentiram "muito" ou "moderadamente melhor". A fibromialgia, que afeta entre 2% e 5,8% da população, é marcada por dor crônica, fadiga e distúrbios do sono, com uma baixa adesão a tratamentos convencionais, como medicamentos, que muitas vezes não proporcionam alívio significativo.
O estudo, realizado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no Brasil, envolveu 112 mulheres entre dezoito e sessenta e cinco anos diagnosticadas com fibromialgia. As participantes foram divididas em grupos de respondedoras e não respondedoras ao teste placebo, e, em seguida, alocadas aleatoriamente para receber ETCC-A ou placebo. O tratamento consistiu em sessões diárias de vinte minutos durante quatro semanas, utilizando eletrodos posicionados no córtex pré-frontal.
Os resultados mostraram que a ETCC-A não apenas reduziu a interferência da dor, mas também melhorou a qualidade de vida das participantes. A análise estatística indicou uma diferença média de 22,68% na redução da dor entre os grupos, com um tamanho de efeito moderado a grande. Além disso, as participantes que receberam ETCC-A apresentaram melhorias em medidas objetivas, como aumento do limiar de dor ao calor e eficiência do sistema inibitório da dor.
Esses achados ressaltam a importância de intervenções não farmacológicas para o tratamento da fibromialgia, especialmente em um contexto onde a adesão a medicamentos é baixa. A combinação de ETCC-A com exercícios e educação em neurociência da dor pode oferecer uma nova abordagem promissora para o manejo da dor crônica, beneficiando um número significativo de pacientes que buscam alternativas eficazes.
Iniciativas que apoiem a pesquisa e a implementação de tratamentos inovadores como esse são essenciais. A união da sociedade civil pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas que enfrentam a fibromialgia e outras condições de dor crônica, promovendo um futuro com mais esperança e qualidade de vida.

O Brasil planeja desenvolver terapias celulares para câncer em parceria com os países do Brics, visando reduzir custos e ampliar o acesso. O tratamento, atualmente caro, pode ultrapassar R$ 3 milhões por paciente.

O cardiologista Fabrício Assami desmistifica a hipertensão, revelando que a doença afeta jovens e enfatizando a importância de exercícios físicos e controle do estresse para a saúde cardiovascular.

Thainá Cardoso do Vale, de Goiânia, enfrentou a angústia de descobrir que seu filho poderia ter nascido com apenas um rim, mas exames revelaram que ele possui dois rins, um em posição pélvica. Essa descoberta foi vista como um milagre pela família.

O ministro Flávio Dino acatou pedido da AGU para que a União conceda R$ 50 mil e pensão vitalícia a vítimas do vírus Zika, apesar de questões fiscais levantadas. A decisão visa garantir apoio financeiro essencial.

A microbiota intestinal impacta emoções e saúde mental, ligando-se a transtornos. Estudos mostram que desequilíbrios na microbiota podem levar a problemas como depressão e ansiedade.

O Ministério da Saúde iniciou a formalização das propostas do Novo PAC – Saúde, com prazo até 22 de agosto de 2025, para garantir a execução de obras e entrega de equipamentos na saúde.