Estudo revela que 27% dos pacientes com doença de Chagas e insuficiência cardíaca apresentam déficit cognitivo, em comparação a 13% no grupo sem a doença, sugerindo mecanismos inflamatórios. Pesquisadores da UFBA e UFMG destacam a necessidade de estratégias de comunicação para melhorar a adesão ao tratamento.

A doença de Chagas, conhecida por suas complicações cardíacas, também está associada a déficits cognitivos em pacientes com insuficiência cardíaca. Um estudo recente, publicado na PLoS Neglected Tropical Disease, revelou que 27% dos pacientes chagásicos apresentaram déficit cognitivo, em comparação a 13% no grupo sem a doença. A pesquisa, realizada por universidades federais da Bahia e de Minas Gerais, analisou 518 pacientes, sendo 250 diagnosticados com Chagas.
A prevalência de déficits cognitivos foi maior entre os pacientes chagásicos, especialmente nas áreas de memória e função visuoespacial. Os dados mostraram que 10,4% dos pacientes com Chagas apresentaram problemas de memória, em contraste com 5% do grupo controle. Além disso, 45,2% dos chagásicos tiveram dificuldades na função visuoespacial, enquanto no grupo não chagásico essa taxa foi de 29,6%.
Os pesquisadores ajustaram os dados para fatores como idade, escolaridade e fração de ejeção do ventrículo esquerdo. Mesmo após esses ajustes, a associação entre a doença de Chagas e o déficit cognitivo permaneceu significativa. O médico Jamary Oliveira Filho, um dos autores do estudo, destacou que a gravidade da insuficiência cardíaca era semelhante entre os grupos, sugerindo que outros mecanismos, possivelmente inflamatórios, podem estar envolvidos.
Estudos anteriores indicaram que a atrofia cerebral é mais comum em pacientes com Chagas, e a redução do fluxo sanguíneo cerebral, associada à doença cardíaca, também pode contribuir para a disfunção cognitiva. A ativação do sistema inflamatório é uma hipótese central para explicar essa associação, conforme mencionado por Oliveira Filho.
Os resultados do estudo podem impactar diretamente a prática clínica. Oliveira Filho alertou que um quarto dos pacientes com Chagas pode não compreender plenamente as instruções de tratamento para insuficiência cardíaca. Ele sugere que os profissionais de saúde adotem estratégias de comunicação mais acessíveis, como anotar instruções de forma clara e envolver cuidadores, para melhorar a adesão ao tratamento.
Além disso, o estudo abre caminho para futuras pesquisas sobre tratamentos que possam beneficiar pacientes chagásicos com déficits cognitivos. A reabilitação cognitiva e intervenções terapêuticas podem ser exploradas. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem melhorar a qualidade de vida desses pacientes e promover a pesquisa nessa área.

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