Estudo recente revela que hipertensão, fibrilação atrial e tabagismo não apenas aumentam o risco de AVC, mas também sua gravidade, resultando em desfechos catastróficos. A pesquisa, que analisou mais de 13 mil casos globalmente, destaca que esses fatores de risco são modificáveis e podem ser controlados para prevenir AVCs graves.

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. Um estudo recente publicado na revista Neurology revela que fatores como hipertensão arterial, fibrilação atrial e tabagismo não apenas aumentam o risco de AVC, mas também estão diretamente relacionados à gravidade dos casos, resultando em desfechos catastróficos, como perda de mobilidade e dependência total.
A pesquisa analisou mais de treze mil casos de AVC globalmente e demonstrou que a hipertensão arterial eleva em 3,2 vezes a probabilidade de um AVC grave. A fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca, aumenta esse risco em 4,7 vezes, enquanto fumantes têm 1,9 vez mais chance de sofrer um AVC incapacitante em comparação a não fumantes.
A gravidade dos AVCs foi medida pela Escala de Rankin modificada (mRS), que avalia a dependência funcional após o evento. AVCs considerados graves são aqueles com pontuação de 4 a 6, indicando desde a perda da capacidade de caminhar até a morte. O estudo também revelou que AVCs hemorrágicos tendem a ser mais graves do que os isquêmicos, e coágulos que afetam áreas maiores do cérebro resultam em desfechos mais sérios.
Os fatores de risco identificados danificam os vasos sanguíneos e favorecem a formação de coágulos. A hipertensão arterial compromete a integridade vascular, enquanto a fibrilação atrial aumenta a formação de coágulos que podem bloquear artérias cerebrais. O tabagismo, por sua vez, prejudica a circulação e acelera o envelhecimento vascular, agravando os efeitos de um AVC.
Além disso, a pesquisa apontou disparidades regionais significativas. O Sul da Ásia e a África apresentaram os maiores índices de AVC grave, com mais de cinquenta por cento dos casos resultando em incapacidade severa. Em contraste, regiões como Europa Ocidental e América do Norte tiveram índices muito menores, cerca de dezoito por cento, refletindo a falta de acesso a cuidados preventivos e diagnóstico precoce em países de baixa e média renda.
A boa notícia é que todos os fatores de risco identificados são modificáveis. Controlar a pressão arterial, tratar a fibrilação atrial e abandonar o tabaco são medidas que podem reduzir significativamente o risco de AVC grave. Vítimas de AVC e suas famílias podem precisar de apoio na recuperação e reabilitação, e iniciativas da sociedade civil podem fazer a diferença nesse processo.

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