Censo de 2022 revela que 19% das favelas de São Paulo não têm esgoto adequado, afetando 386 mil pessoas. Apesar de avanços no abastecimento de água, a qualidade e a infraestrutura ainda são desafiadoras.

As favelas de São Paulo, que ocupam cerca de 4% da área da capital, abrigam aproximadamente 1,7 milhão de pessoas, representando 15% da população municipal. A densidade demográfica nessas áreas é alarmante, com uma média de 35 mil habitantes por quilômetro quadrado, cinco vezes maior do que a média do restante da cidade. O Censo de 2022 revelou que 19% das favelas não têm acesso a esgoto adequado, afetando 386 mil pessoas, um número superior à população de Barueri, na Grande São Paulo.
Embora o acesso à água tenha avançado, a qualidade e a quantidade ainda são problemáticas. O sistema de esgoto é o principal desafio, com apenas 81% das favelas tendo uma rede adequada. Em algumas áreas, os resíduos são despejados em rios e córregos, enquanto outras dependem de fossas rudimentares. A pesquisadora Luciana Ferrara, do Centro de Estudos da Favela, destaca que a evolução do saneamento não acompanhou o aumento do acesso à água, em parte devido à descontinuidade de programas federais.
O abastecimento de água é quase universal, com 97% das residências conectadas à rede geral. No entanto, cinco favelas ainda não têm acesso à água encanada. Ferrara ressalta que, mesmo com a infraestrutura, muitos moradores enfrentam dificuldades, como a falta de pressão na rede e a impossibilidade de pagar tarifas. Em 70% das favelas, 100% das casas têm banheiro exclusivo, mas ainda existem 103 favelas sem sanitários, impactando a vida de 353 pessoas.
A demografia das favelas paulistanas é predominantemente jovem, com a faixa etária de 20 a 24 anos representando 39% da população. A alfabetização média é de 93%, mas há áreas, como o Conjunto Parque Novo Mundo, onde 20% da população é analfabeta. A população é majoritariamente parda, com 52%, seguida por brancos (33%) e pretos (14%). Em 80% das favelas, as mulheres são a maioria.
O governo municipal, por meio da Secretaria de Governo, anunciou um novo contrato com a Sabesp, que visa a universalização dos serviços de saneamento básico até 2029, incluindo áreas informais e rurais. Apesar dos desafios, a situação das favelas é complexa e exige atenção contínua. A urbanização e a melhoria das condições de vida são fundamentais para garantir dignidade e saúde aos moradores.
Em um cenário onde a infraestrutura básica é precária, a união da sociedade civil pode fazer a diferença. Projetos que visem a melhoria do saneamento e do abastecimento de água nas favelas são essenciais para transformar a realidade de milhares de pessoas. A mobilização em torno dessas causas pode trazer esperança e mudança significativa para as comunidades mais vulneráveis.

A Bienal do Livro 2025 no Rio de Janeiro, Capital Mundial do Livro, reúne mais de 350 autores e promove atividades interativas, lançamentos e doações para a ONG Favelivro. O evento vai até domingo, com transporte especial.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) se reuniu com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) para discutir ações que visam reduzir a gravidez não intencional entre adolescentes e a mortalidade materna. A colaboração busca integrar saúde, educação e assistência social, promovendo escolhas informadas para jovens em situação de vulnerabilidade.

Após a divulgação do vídeo "Adultização" do youtuber Felca, a ONG Safernet registrou um aumento de 114% nas denúncias de abuso sexual infantil, totalizando 1.651 casos em uma semana. O conteúdo gerou mais de 30 projetos de lei e destaca a exploração de crianças nas redes sociais.

A Sky High Farm, de Dan Colen, lançará a bienal “TREES NEVER END AND HOUSES NEVER END” em junho, com mais de 50 artistas contribuindo para arrecadar fundos para comunidades carentes. O evento, que ocorrerá em um armazém histórico em Germantown, marca a mudança da fazenda para uma nova propriedade de 560 acres e busca redefinir modelos de arrecadação no mundo da arte.

Moradores de rua em São Paulo enfrentam violência e discriminação, como evidenciado pelos relatos de Tiago e Kauan, que lutam por dignidade sob o Minhocão. Aumento de abordagens sociais não resolve a crise.

A Casa Hogar BENCALETH, em Tegucigalpa, transforma vidas de crianças com deficiência, oferecendo suporte terapêutico e um ambiente familiar desde mil novecentos e oitenta e nove. A instituição destaca-se por seu atendimento integral e personalizado, promovendo inclusão e desenvolvimento.