Pesquisadores brasileiros criaram o Condition Assessment Framework, uma ferramenta inovadora para avaliar compensações ambientais na Mata Atlântica, mostrando alta eficácia na restauração de áreas degradadas. A pesquisa, apoiada pela FAPESP, revela que a combinação de proteção e restauração pode resolver quase todos os déficits de vegetação nativa, com custos intermediários.

Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma ferramenta inovadora chamada Condition Assessment Framework, que visa aprimorar a eficácia das compensações ambientais exigidas pela legislação brasileira. Essa ferramenta avalia a equivalência ecológica entre áreas degradadas e aquelas a serem restauradas, considerando atributos como biodiversidade, paisagem e serviços ecossistêmicos. O estudo foi realizado na Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do mundo, e os resultados demonstraram que a combinação de proteção e restauração é a melhor abordagem para resolver déficits de vegetação nativa.
Os déficits de vegetação ocorrem quando a cobertura florestal em uma propriedade está abaixo do mínimo exigido por lei, comprometendo a funcionalidade dos ecossistemas. A aplicação do Condition Assessment Framework mostrou que a proteção seguida de restauração conseguiu resolver 99,47% do déficit no bioma Mata Atlântica no Estado de São Paulo, com um custo intermediário de US$ 1,29 bilhão. A restauração isolada, embora mais eficaz, apresentou um custo elevado de US$ 2,1 bilhões.
O modelo desenvolvido é o primeiro a integrar as demandas atuais de avaliação de equivalência ecológica, utilizando um método simples e dados analisados em Sistemas de Informações Geográficas (GIS). Essa flexibilidade permite a adaptação do método para outros biomas e legislações, tornando-o uma inovação promissora para projetos de compensação e conservação. A pesquisa foi apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e faz parte do doutorado de Clarice Borges-Matos, sob a orientação do professor Jean Paul Metzger.
A legislação brasileira, por meio da Lei de Proteção da Vegetação Nativa, exige que uma parte das propriedades rurais mantenha vegetação nativa. Os déficits devem ser compensados por proteção ou restauração dentro do mesmo bioma. Em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a equivalência ecológica deve ser considerada em negociações de compensação, e em 2024 reafirmou que o bioma é o único critério para compensação.
A pesquisa revelou que as áreas costeiras apresentaram maior heterogeneidade ambiental em comparação com as regiões do interior. A seleção dos atributos de equivalência ecológica incluiu a variedade de espécies e a cobertura florestal. A metodologia foi publicada em artigos nas revistas Environmental and Sustainability Indicators e Environmental Impact Assessment Review, destacando a importância da integração da equivalência ecológica nas compensações.
Os resultados obtidos são especialmente relevantes em um contexto de crescente degradação ambiental e mudanças climáticas. A restauração ecológica não apenas conserva a biodiversidade, mas também contribui para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Nessa situação, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a conservação e restauração de ecossistemas, garantindo um futuro mais sustentável.

O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) intensifica o uso de aeronaves no combate a incêndios florestais, realizando 65 voos em 2025 e lançando 134,5 mil litros de água em diversas operações. Com pilotos experientes, o CBMDF atua em áreas de difícil acesso, destacando missões em estados como Bahia e Amazonas. A colaboração da população é essencial para prevenir incêndios e garantir a segurança ambiental.

Fafá de Belém participará do sarau Ciência e Vozes da Amazônia em Lisboa, em julho, e do Fórum Varanda da Amazônia em Belém, em outubro, abordando justiça climática e saberes tradicionais. A artista destaca a importância da Amazônia como centro de vida e cultura, promovendo discussões sobre sustentabilidade e bioeconomia.

ICMBio suspende soltura de ararinhas-azuis após detecção de circovírus em Curaçá, Bahia. Medidas de biossegurança são implementadas para proteger a população da espécie ameaçada.

Uma onça-parda foi resgatada em Iconha, Espírito Santo, após ser vista nas ruas e se esconder em um prédio. A operação contou com a Polícia Militar, o Batalhão Ambiental e a Defesa Civil, e o animal será reintegrado à natureza.

Ministério Público de São Paulo investiga vazamento de corante azul em Jundiaí, após caminhão colidir em poste. A situação afeta fauna local e gera ações de limpeza e monitoramento ambiental. O incidente resultou em patos, gansos e capivaras tingidos de azul, além da morte de peixes. A Cetesb realiza vistorias e a Prefeitura não se manifestou sobre as medidas adotadas.

Ibama intensifica fiscalização na Terra Indígena Kayapó, completando 75 dias de operação contra garimpo ilegal, com a destruição de 117 acampamentos e 358 motores. A ação visa proteger o meio ambiente e os direitos indígenas.