Meio Ambiente

Ministro da Justiça propõe projeto de lei para criminalizar ecocídio com penas severas e sanções administrativas

Ricardo Lewandowski apresentou um projeto de lei à Casa Civil que define o crime de ecocídio, prevendo penas de 10 a 40 anos de prisão e sanções administrativas para infratores. A proposta visa proteger o meio ambiente e responsabilizar pessoas jurídicas.

Atualizado em
June 17, 2025
Clock Icon
3
min
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Na semana passada, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, enviou à Casa Civil uma proposta de projeto de lei que visa definir o crime de ecocídio. Este termo refere-se a danos significativos ao meio ambiente, caracterizados pela destruição em larga escala de ecossistemas. A proposta estabelece penas que variam de 10 a 40 anos de prisão, além de sanções administrativas.

O projeto classifica o ecocídio em duas categorias: o simples, que prevê penas de 10 a 20 anos de reclusão, e o qualificado, que pode resultar em penas de 15 a 30 anos se houver morte de pessoas, ou de 20 a 40 anos se o crime for cometido em benefício de organizações criminosas. Além disso, os infratores estarão sujeitos a multas e outras sanções administrativas.

As sanções administrativas incluem a suspensão ou cassação de licenças ambientais e a interdição das atividades que causaram o dano. A proposta também prevê a responsabilização penal e administrativa de pessoas jurídicas, ampliando o alcance das penalidades para empresas envolvidas em práticas de ecocídio.

As multas geradas pela nova legislação devem ser direcionadas ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, que é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. Essa destinação visa garantir que os recursos sejam utilizados para ações de preservação e recuperação ambiental.

A definição legal do ecocídio representa um avanço significativo na proteção ambiental no Brasil, refletindo uma crescente preocupação com a sustentabilidade e a preservação dos recursos naturais. A proposta de Lewandowski busca não apenas punir os responsáveis, mas também prevenir futuros danos ao meio ambiente.

Em um contexto onde a proteção ambiental se torna cada vez mais urgente, iniciativas como essa devem ser apoiadas pela sociedade civil. A mobilização em torno de projetos que visem a recuperação e a preservação do meio ambiente pode fazer a diferença na luta contra o ecocídio e na promoção de um futuro mais sustentável.

Leia mais

Defensoria Pública do Amazonas busca solução para lixão fluvial que afeta saúde na tríplice fronteira
Meio Ambiente
Clock Icon
4
min
Defensoria Pública do Amazonas busca solução para lixão fluvial que afeta saúde na tríplice fronteira
News Card

A Defensoria Pública do Amazonas busca ação federal para resolver a poluição no Rio Javarizinho, causada pelo lixão em Islândia, Peru, que afeta Benjamin Constant. A proposta inclui parceria com o Peru para destinação adequada dos resíduos.

Pesquisadores da USP utilizam microclima para avaliar sucesso em restauração de florestas ribeirinhas
Meio Ambiente
Clock Icon
3
min
Pesquisadores da USP utilizam microclima para avaliar sucesso em restauração de florestas ribeirinhas
News Card

Pesquisadores da Esalq/USP utilizam medições de microclima por drones para avaliar o sucesso da restauração de florestas ribeirinhas, destacando a importância da umidade e altura das árvores. O estudo, publicado na revista Science of The Total Environment, revela que florestas maduras apresentam maior umidade e menor demanda hídrica, possibilitando o mapeamento de áreas para restauração e a formulação de políticas públicas para serviços ecossistêmicos.

Amapá recebe investimentos para melhorar saneamento básico e gestão de recursos hídricos na Amazônia
Meio Ambiente
Clock Icon
4
min
Amapá recebe investimentos para melhorar saneamento básico e gestão de recursos hídricos na Amazônia
News Card

Investimentos em saneamento básico e gestão hídrica são anunciados no Amapá. O ministro Waldez Góes destaca a urgência da melhoria na infraestrutura e qualidade da água na região. O evento, promovido pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), apresentou estudos e ações para enfrentar os desafios do saneamento no Amapá. O ministro enfatizou que a política sanitária é um dos maiores problemas ambientais da Amazônia. Um estudo sobre os benefícios econômicos da universalização do saneamento será realizado, com investimento de R$ 105 mil. Além disso, um curso sobre o Marco Legal do Saneamento começará em maio de 2025, visando capacitar gestores. A coleta simbólica de água no Rio Amazonas também marcou a importância da bacia hídrica para a população local.

Mercado de crédito de carbono no Brasil enfrenta desafios de regulamentação e inclusão de comunidades tradicionais
Meio Ambiente
Clock Icon
4
min
Mercado de crédito de carbono no Brasil enfrenta desafios de regulamentação e inclusão de comunidades tradicionais
News Card

O Painel de Carbono Florestal, lançado pela ONG Idesam, mapeou 175 projetos de crédito de carbono no Brasil, revelando sobreposições de terras e exclusão de comunidades tradicionais. Apenas 11 projetos pertencem a territórios coletivos.

Brasil busca reconhecimento da Elevação do Rio Grande como parte de sua plataforma continental para exploração mineral
Meio Ambiente
Clock Icon
4
min
Brasil busca reconhecimento da Elevação do Rio Grande como parte de sua plataforma continental para exploração mineral
News Card

O governo brasileiro solicitou à ONU o reconhecimento da Elevação do Rio Grande como parte de sua plataforma continental, visando ampliar a exploração econômica e enfrentar desafios ambientais. A estrutura submarina, rica em minerais essenciais, pode garantir direitos exclusivos de exploração, mas também exige responsabilidade na conservação ambiental.

Praias do Rio de Janeiro enfrentam risco de inundação permanente até 2100, aponta estudo da UFRJ
Meio Ambiente
Clock Icon
3
min
Praias do Rio de Janeiro enfrentam risco de inundação permanente até 2100, aponta estudo da UFRJ
News Card

Estudo da UFRJ alerta que praias de Ipanema e Copacabana podem sofrer avanço do mar de mais de 100 metros até 2100, com elevação média de 0,78 metro, aumentando riscos para banhistas.