Meio Ambiente

México proíbe uso de mamíferos marinhos em entretenimento e avança na proteção da vida selvagem

O Congresso do México aprovou uma emenda que proíbe o uso de mamíferos marinhos em entretenimento, exigindo sua transferência para ambientes naturais. A nova lei visa proteger golfinhos e orcas, reconhecendo sua inteligência e necessidade de liberdade.

Atualizado em
June 27, 2025
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Com a mudança, tanques e piscinas artificiais deixam de ser permitidos; animais só poderão viver em ambientes abertos. (Gerardo Mora/Getty Images)

O Congresso do México aprovou, de forma unânime, uma emenda à Lei Geral da Vida Selvagem que proíbe o uso de mamíferos marinhos em espetáculos de entretenimento. A medida, que já havia sido aprovada pelo Senado, foi ratificada pela Câmara dos Deputados e entra em vigor imediatamente, com regulamentações adicionais previstas para os próximos doze meses. A nova legislação abrange apresentações fixas e itinerantes com animais como golfinhos, orcas e leões-marinhos, práticas ainda comuns em parques aquáticos do país.

Atualmente, o México abriga cerca de oito por cento dos golfinhos mantidos em cativeiro no mundo, totalizando aproximadamente 350 indivíduos. Com a nova lei, esses animais deverão ser transferidos para recintos marinhos que ofereçam mais liberdade e condições que se aproximem de seu habitat natural. A emenda também proíbe a captura de mamíferos marinhos na natureza, a reprodução em cativeiro e a manutenção desses animais para qualquer finalidade que não seja científica, exigindo autorização do governo para tais atividades.

Além disso, a nova legislação restringe o uso de estruturas artificiais, como tanques ou piscinas, para a manutenção dos mamíferos marinhos. A recomendação é que esses animais sejam mantidos em ambientes abertos, com circulação constante de água, como viveiros costeiros. Essa mudança coloca o México entre os países com as legislações mais restritivas em relação ao uso de animais marinhos para fins comerciais.

A decisão do Congresso também pode influenciar políticas públicas em outros países da América Latina, onde o uso de golfinhos e orcas em espetáculos turísticos ainda é comum. A nova lei não apenas impacta a vida dos animais em cativeiro, mas também representa uma mudança simbólica significativa, reconhecendo que espécies altamente inteligentes e sociais não devem ser submetidas a confinamento e treinamento forçado para entretenimento humano.

Essa emenda reflete uma crescente conscientização sobre o bem-estar animal e a necessidade de proteger espécies que possuem grande capacidade de deslocamento e sensibilidade. A mudança legislativa é um passo importante para garantir que os mamíferos marinhos possam viver em condições que respeitem suas necessidades naturais e comportamentais.

Nessa situação, nossa união pode ajudar os menos favorecidos, promovendo iniciativas que apoiem a conservação e o bem-estar dos mamíferos marinhos. Projetos que visem a reabilitação e a proteção desses animais merecem ser incentivados pela sociedade civil, garantindo um futuro mais digno para essas espécies.

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