O documentário "World without cows", de Mark Lyons, revela os impactos ambientais da remoção do gado e será exibido na COP 30. A Alltech investirá R$ 120 milhões em modernização no Brasil.

O documentário World without cows, dirigido por Mark Lyons, CEO da Alltech, questiona a viabilidade de um mundo sem gado. A produção, que será exibida na COP 30 em Belém, destaca que a remoção dos ruminantes pode causar danos ambientais ainda mais graves. Lyons afirma que o impacto ambiental da ausência de vacas seria de oito a quinze vezes maior do que os problemas atuais enfrentados pela agropecuária.
Após três anos de pesquisa, o filme mostra que substituir pastagens por outros cultivos resultou em consequências desastrosas. A equipe de produção visitou mais de quarenta locais em países como Brasil, Estados Unidos e Índia, com o objetivo de evidenciar o papel fundamental do gado nas discussões sobre mudanças climáticas e a segurança alimentar global.
A Alltech, que possui unidades no Brasil e faturou R$ 2 bilhões em 2024, planeja investir R$ 120 milhões em modernização de suas fábricas nos próximos anos. Lyons, que viveu no Brasil entre 2003 e 2007, acredita que a solução para os desafios ambientais não está na eliminação dos animais, mas sim na adoção de tecnologias que minimizem suas emissões.
O documentário evita a dicotomia de "bom versus mal" em relação ao gado, buscando abrir um diálogo mais amplo sobre o futuro da agropecuária. Lyons enfatiza que a produção não nega a mudança climática, mas propõe alternativas para mitigar os impactos ambientais, como o uso de suplementos alimentares e manejos mais eficientes.
O rebanho bovino brasileiro cresceu 1,6% em 2023, totalizando 238,6 milhões de cabeças, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2024, o Brasil exportou 2,9 milhões de toneladas de carne bovina, gerando receitas de US$ 12,9 bilhões, conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Com a crescente pressão por práticas mais sustentáveis, a Alltech busca fortalecer sua presença no Brasil, um dos maiores produtores de carne bovina do mundo. Iniciativas que promovam a inovação e a sustentabilidade na agropecuária são essenciais. A união da sociedade civil pode ser um motor para apoiar projetos que visem a eficiência e a sustentabilidade no setor.

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) lançou a 8ª edição do programa de bolsas "Bolsas Funbio - Conservando o Futuro", com R$ 1 milhão em financiamentos. As inscrições vão até 31 de julho.

Ibama promoveu treinamento prático do Sistema de Comando de Incidentes (SCI) em Brasília, capacitando servidores para responder a emergências ambientais, como vazamentos de petróleo. A iniciativa visa fortalecer a gestão de crises e a resiliência institucional.

Especialistas reavaliam o experimento Biosfera 2, destacando suas lições sobre ecologia e a complexidade de recriar sistemas naturais, além de seu valor na pesquisa sobre mudanças climáticas. O projeto, que custou cerca de US$ 150 milhões, revelou a dificuldade de sustentar a vida humana fora da Terra e a importância de proteger nosso planeta.

A energia das ondas do mar se destaca como uma alternativa viável na transição energética, com potencial de gerar até 29.500 TWh anuais, mas enfrenta desafios de custo e tecnologia. Embora a energia das ondas possa complementar a matriz energética brasileira, com um potencial estimado entre 50 GW e 70 GW, os altos custos iniciais e a necessidade de inovações tecnológicas ainda são barreiras significativas.

Representantes de 18 organizações civis entregaram um milhão de assinaturas contra o projeto de lei que flexibiliza o licenciamento ambiental ao governo, enquanto Lula avalia possíveis vetos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne com ministros para discutir o projeto, que gera divisões internas no governo. A proposta é criticada por ambientalistas e especialistas, que alertam para riscos ambientais.

O Ministério de Minas e Energia do Brasil anunciou o aumento da mistura de etanol na gasolina para 30% e de biodiesel no diesel para 15%, com início em agosto de 2025. Essa medida, esperada pelo mercado, deve impulsionar os preços das commodities e reforçar o compromisso do governo com combustíveis renováveis. A expectativa é que a demanda por biodiesel cresça em 3,1%, enquanto o etanol pode equilibrar o mercado, especialmente com a produção de etanol de milho no Centro-Oeste.