Gabriella Di Laccio, soprano brasileira, foi condecorada com a Ordem do Império Britânico por sua contribuição à música e à igualdade de gênero, destacando-se na promoção de obras de compositoras. A artista, que fundou a Fundação Donne, luta pela inclusão feminina na música clássica e realizou um concerto recorde de 26 horas com obras de mulheres e artistas não binários.

Gabriella Di Laccio, soprano brasileira residente em Londres, foi condecorada com a Ordem do Império Britânico, uma das mais altas honrarias da realeza britânica, pelos seus serviços à música e à igualdade de gênero. A artista, que vive na Inglaterra há mais de 20 anos, é fundadora da Fundação Donne, que promove a inclusão de mulheres e artistas não binários na música clássica. A condecoração foi aprovada pelo rei Charles e chegou após um concerto recorde de 26 horas, exclusivamente com obras de compositoras e artistas não binários.
A soprano ficou emocionada ao receber a carta do Palácio de Buckingham, tendo que pedir ao marido que confirmasse a notícia. Gabriella relembrou sua trajetória, desde a infância em Canoas, onde não tinha acesso a um piano, até sua formação na Escola de Música e Belas Artes do Paraná e sua posterior bolsa no Royal College of Music, em Londres. Sua experiência inclui dois diplomas de pós-graduação em Música Antiga e Performance em Ópera.
Durante sua jornada, Gabriella enfrentou desafios relacionados à adaptação cultural e preconceitos, mas encontrou sua voz e liberdade artística. Ela defende que a música tem o poder de provocar emoções profundas no público, independentemente do estilo. A artista também se tornou uma defensora da igualdade de gênero na música, após descobrir um vasto repertório de obras compostas por mulheres, que estavam esquecidas na história.
A Fundação Donne, criada em 2018, busca aumentar a visibilidade de compositoras e pressionar orquestras a diversificarem seus repertórios. Apesar de algumas mudanças, a última pesquisa da fundação revelou que apenas 7,5% das obras programadas por 111 orquestras em 30 países para a temporada de 2023-2024 foram compostas por mulheres, uma leve queda em relação ao ano anterior. Gabriella observa que a luta por igualdade enfrenta retrocessos, especialmente em um cenário global que desestimula iniciativas de diversidade.
Além de sua carreira como cantora, Gabriella está realizando um doutorado na York St. John University, focando na transformação social através da música. No ano passado, ela entrou para o Guinness World Records ao promover o mais longo concerto de música acústica ao vivo, destacando obras de mulheres e artistas não binários. Uma de suas composições favoritas é uma canção de ninar de Ilse Weber, uma compositora judia que morreu em Auschwitz, e que Gabriella canta em quase todos os seus concertos.
Gabriella Di Laccio continua a lutar por um espaço mais justo para as mulheres na música clássica, inspirando outros a se unirem a essa causa. A dedicação dela mostra que, mesmo diante de desafios, é possível fazer a diferença. Projetos como o da Fundação Donne precisam de apoio para continuar a promover a inclusão e a diversidade na música, e a união da sociedade civil pode ser fundamental para transformar essa realidade.

Benjamin Seroussi lidera campanha para arrecadar R$ 17 milhões e restaurar o Teatro de Arte Israelita Brasileiro, fechado desde 2000. Já foram obtidos R$ 3,3 milhões para iniciar as obras até 2027.

Leonardo Giordano reassume a Câmara Municipal de Niterói, enquanto Júlia Pacheco volta à Secretaria das Culturas, focando em garantir recursos e novos espaços culturais. A mudança visa fortalecer a cultura na cidade.

A Universidade Católica de Brasília lança o projeto 'Lab Metaverse UCB: O Futuro é Ancestral' em 15 de maio, unindo saberes indígenas e tecnologias como realidade virtual e inteligência artificial. O evento contará com a presença de líderes indígenas e proporcionará experiências imersivas, destacando a cultura Pataxó e Yawanawá.

O Ministério da Saúde inicia a implementação do teste molecular DNA-HPV no SUS, substituindo o Papanicolau e beneficiando 7 milhões de mulheres até 2026. A nova tecnologia promete diagnóstico mais precoce e eficiente.

O youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, expôs a exploração de menores na internet, gerando 30 milhões de visualizações e mobilizando o Congresso a apresentar 52 projetos de lei para combater o problema.

Mariana Rios, após o sucesso de "Basta Sentir", lançou "Sabedoria de Bolso", uma coletânea de poemas e reflexões. Ela também criou o projeto "Basta Sentir Maternidade" para apoiar mulheres na jornada da maternidade.