O governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou a alocação de 2.324 leitos para a COP 30, com preços diferenciados para países ricos e pobres. A China enviará mil delegados, exigindo mais acomodações.

A Conferência do Clima, COP 30, ocorrerá em Belém, Pará, com a participação de 196 países. O governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou a alocação de 2.324 leitos de hospedagem para os delegados, com preços diferenciados para países ricos e pobres. A delegação da China, que contará com mil participantes, demandará uma quantidade maior de acomodações. Durante o Fórum Nacional dos Governadores, dezenove estados assinaram uma carta de apoio ao evento.
Helder Barbalho detalhou que serão disponibilizados dez leitos para cada país de maior poder aquisitivo, como a China, e quinze leitos para nações com menor poder aquisitivo. A distribuição inclui 1.080 quartos com diárias entre R$ 100,00 e R$ 200,00 para os países mais pobres, e 1.240 quartos com diárias de até R$ 600,00 para os mais ricos. O governador enfatizou que a Embaixada da China confirmou a participação de mil pessoas, o que exigirá a busca de mais opções de hospedagem.
O embaixador da China comunicou que a delegação terá apenas dez quartos disponíveis no pacote de preços diferenciados. Helder Barbalho afirmou que, caso a China deseje trazer mais representantes, será necessário que o país busque acomodações adicionais nas plataformas disponíveis. O governador ressaltou que a garantia dos leitos foi superada em uma colaboração com o governo federal e outras entidades.
As medidas adotadas visam assegurar que todos os signatários da Conferência das Partes tenham leitos garantidos, evitando justificativas para uma baixa representação no evento. As declarações foram feitas durante o XVII Fórum Nacional de Governadores, que ocorreu no Parque da Cidade, espaço que será a principal sede da COP 30, abrigando tanto a Blue Zone, voltada para negociações oficiais, quanto a Green Zone, dedicada a debates com a sociedade civil.
O encontro teve a participação de governadores de diversos estados, que assinaram uma carta em apoio à realização da COP 30 em Belém. O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da Comissão Nacional da COP 30, apresentou os eixos centrais do evento, como descarbonização, financiamento climático, justiça ambiental e transição energética. O coordenador do Fórum, Ibaneis Rocha, destacou a importância da reunião para fortalecer a cooperação federativa.
Com a realização da COP 30, há uma oportunidade significativa para que a sociedade civil se mobilize em torno de causas ambientais e sociais. Projetos que visam a preservação da Amazônia e a promoção de iniciativas sustentáveis podem ser impulsionados com o apoio da comunidade, mostrando que a união é fundamental para enfrentar os desafios climáticos e sociais que se apresentam.

O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, alertou que os altos preços dos hotéis em Belém podem comprometer a presença de delegações, afetando a legitimidade das negociações climáticas. Países pedem alternativas.

O desmatamento na Amazônia cresceu 4% entre agosto de 2024 e julho de 2025, mas é o segundo menor índice desde 2016, refletindo ações do governo Lula e desafios como a seca extrema. O Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) aponta que, apesar do aumento, a redução do desmatamento é possível com políticas eficazes. O Ibama embargou 5 mil propriedades, resultando em uma queda de 21% no desmatamento no Pará.

O BNDES aprovou R$ 131 milhões em empréstimos para a Gás Verde, focando na produção de biometano e CO2 verde a partir de resíduos. A iniciativa visa mitigar as mudanças climáticas e aumentar a produção sustentável.

A empresa canadense The Metals Company, apoiada pelo governo dos EUA, planeja iniciar a mineração em águas internacionais, desafiando normas da ONU e gerando preocupações ambientais. Especialistas alertam que os riscos podem superar os benefícios.

Desde janeiro de 2023, 84% dos recifes tropicais enfrentam calor crítico, resultando na mais grave crise de branqueamento de corais já registrada. Iniciativas científicas no Brasil e no mundo buscam monitorar e restaurar esses ecossistemas ameaçados.

O Brasil busca apoio de países amazônicos para um fundo de US$ 125 bilhões, que será discutido na cúpula da OTCA em Bogotá, visando a conservação das florestas. Lideranças indígenas pedem a interrupção da exploração de petróleo na região.