O governo lançou o Plano BR-319, que visa a pavimentação da rodovia entre Porto Velho e Manaus, com foco na preservação ambiental e proteção das terras indígenas. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou a importância de estudos de impacto e governança para evitar desmatamento e degradação. A licença prévia está suspensa, e a nova abordagem busca evitar erros do passado, como na BR-163.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou que o Plano BR-319, elaborado pelo governo, não garante a concessão das licenças para a pavimentação da rodovia que liga Porto Velho a Manaus, mas representa um passo “fundamental” nesse processo. O plano inclui a contratação de uma consultoria independente para realizar estudos de impacto ambiental e estabelece pré-condições, como a preservação de 50 quilômetros de floresta em cada lado da rodovia e a proteção de áreas adjacentes contra degradação.
Marina Silva destacou que a avaliação ambiental estratégica já está em andamento e que a nova governança da região contará com a participação de representantes dos governos federal, estadual e municipal. Essa governança visa garantir que trechos da floresta não sejam destinados à exploração de madeira, desmatamento ilegal, grilagem e garimpo. O plano também abrange a proteção das 11 unidades de conservação existentes e das terras indígenas na área.
A ministra enfatizou que a robustez do trabalho realizado ajudará na avaliação dos técnicos responsáveis pelo licenciamento. “Ninguém pode brigar com os estudos”, afirmou ao GLOBO. A BR-319 é atualmente a única rota rodoviária para quem deseja sair de Manaus, mas cerca de metade de seus 882 quilômetros é de terra batida, dificultando o transporte e restringindo-o a barcos e aviões em certos períodos do ano.
A liberação ambiental para a pavimentação da rodovia é um pleito antigo de parlamentares e empresários da região, mas enfrenta disputas judiciais. Marina Silva, que ficou 15 anos fora do governo, defendeu sua posição, questionando por que a pavimentação não foi realizada anteriormente se havia tanto interesse. Ela reafirmou seu compromisso com a justiça social e ambiental.
O plano é resultado de um acordo entre Marina Silva e o ministro dos Transportes, Renan Filho, e será monitorado por outras pastas do governo, sob a coordenação da Casa Civil. Um foco importante dos estudos é a área de influência da BR-319, que abrange 42,7 milhões de hectares, com 52% compostos por unidades de conservação e terras indígenas. A proteção dessas áreas é vital para evitar mudanças climáticas severas e garantir a regulação do clima em outras regiões do país.
Marina Silva comparou a situação atual com a pavimentação da BR-163, que foi realizada sem os devidos estudos e governança, resultando em aumento significativo do desmatamento. A concessão da licença prévia para a BR-319 está suspensa, e a Justiça Federal renovou a validade da liminar que impede o início das obras. Nessa situação, nossa união pode ajudar a proteger a floresta e as comunidades locais, promovendo iniciativas que garantam a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável.

Durante a celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o secretário executivo João Paulo Capobianco debateram a tramitação do projeto de lei sobre licenciamento ambiental, criticando sua aceleração no Senado. Capobianco alertou que a versão aprovada compromete a estrutura do sistema de licenciamento, retrocedendo em termos de prevenção de impactos ambientais. O governo busca agora um consenso que preserve os avanços ambientais.

O nascimento de quatro capivaras na Lagoa Rodrigo de Freitas é um marco do "Projeto Manguezal da Lagoa", que visa restaurar a fauna local. O biólogo Mário Moscatelli celebra o sucesso da iniciativa e o aumento de espécies como os socozinhos.

O quilombo Águas do Miranda, em Bonito (MS), enfrenta crises severas devido a queimadas e secas, afetando a pesca e o turismo, essenciais para a sobrevivência de suas 35 famílias. As queimadas de 2024 devastaram 2,6 milhões de hectares no Pantanal, intensificando a escassez de peixes e a insegurança alimentar, forçando moradores a buscar trabalho fora da comunidade.

A prefeitura de São Paulo avança na instalação de câmeras e jardins de chuva no Minhocão, visando melhorar a segurança e a estética da área. A iniciativa, parte do programa Smart Sampa, busca transformar o espaço urbano.

Dois veleiros sustentáveis, Kat e Aysso, navegarão na Amazônia como laboratórios flutuantes de inovação em energia limpa durante a COP30 em Belém. A iniciativa, em parceria com a WEG e a expedição Voz dos Oceanos, visa promover a transição energética e combater a poluição plástica.

Vazamento de óleo BPF no rio Ribeira de Iguape, causado por vandalismo em indústria desativada, gera alerta em cidades de SP e PR. Órgãos ambientais monitoram a situação e orientam população a evitar contato com a água.