Meio Ambiente

John D. Liu transforma deserto em ecossistema funcional e inspira ações ambientais na China

John D. Liu, cineasta e ativista ambiental, destaca a recuperação do platô Loess na China e critica a destruição ambiental no Brasil, enquanto pondera sobre sua participação na COP30 em Belém.

Atualizado em
June 1, 2025
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O cineasta John D. Liu - Reprodução/Global Earth Repair

John D. Liu, um cineasta e ativista ambiental de 72 anos, nasceu em Nashville, Tennessee, e se mudou para a China em 1979, onde trabalhou como jornalista. Ele foi um dos responsáveis pela montagem da sucursal da CBS em Pequim e participou de uma histórica entrevista com o líder Deng Xiaoping em 1986. Liu se destacou ao documentar a recuperação ambiental do platô Loess, uma região central da China que passou por transformações significativas nas últimas décadas.

Recentemente, Liu compartilhou suas experiências sobre o reflorestamento na China, ressaltando a impressionante transformação do platô Loess. Ele destacou que, atualmente, 25% do território chinês é coberto por florestas, um aumento significativo em relação aos 8% registrados anteriormente. Essa mudança foi possível graças ao envolvimento da população local em projetos de reflorestamento, que Liu considera um exemplo de sucesso a ser seguido.

O ativista enfatizou que a recuperação ambiental na China é um esforço coletivo que começou após grandes enchentes nos anos 1990, que levaram a um foco em restaurar a biodiversidade e a biomassa. Liu, que se tornou um renomado palestrante e autor, acredita que a experiência do platô Loess pode servir de inspiração para outras regiões do mundo, incluindo a África e o Oriente Médio, onde ele também desenvolveu projetos de reflorestamento.

Durante um evento em Pequim, Liu criticou a destruição ambiental no Brasil, afirmando que enquanto o país enfrenta grandes perdas em sua biodiversidade, a China está revertendo essas tendências. Ele mencionou que a restauração da função hidrológica e dos solos é uma tarefa monumental, mas necessária para a sustentabilidade ambiental. Liu também expressou incerteza sobre sua participação na COP30, que ocorrerá em Belém, destacando sua dúvida sobre a eficácia das conferências climáticas.

O ativista reconheceu que a transformação do platô Loess é um fenômeno complexo, mas que os resultados são visíveis. Ele convidou as pessoas a visitarem a região para testemunhar a mudança de um deserto árido para um ecossistema funcional e diverso. Liu acredita que a ação da comunidade local foi fundamental para esse sucesso, e que a experiência pode ser replicada em outras áreas afetadas pela desertificação.

Iniciativas como a de Liu mostram que a união e o engajamento da sociedade civil são essenciais para enfrentar os desafios ambientais. Projetos que visam restaurar ecossistemas e promover a sustentabilidade merecem apoio e incentivo, pois podem fazer a diferença na recuperação de áreas devastadas e na preservação do nosso planeta.

Folha de São Paulo
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