O governo de São Paulo, sob Tarcísio de Freitas, implementará um projeto-piloto na EJA, exigindo presença mensal, o que levanta preocupações sobre a qualidade do ensino. Especialistas criticam a medida.

O governo de São Paulo, sob a liderança de Tarcísio de Freitas, anunciou um projeto-piloto para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) que permitirá que os alunos frequentem aulas presenciais apenas uma vez por mês. A iniciativa, que será implementada em 20 escolas da rede estadual, visa introduzir um modelo de "presença flexível". Contudo, a Secretaria de Educação não esclareceu como ocorrerão as atividades nos dias em que os alunos não estiverem na escola.
A nova proposta estabelece que as turmas devem ter no mínimo cinquenta alunos e podem chegar a quinhentos. Apesar da intenção de oferecer um ensino mais acessível, a falta de informações sobre o suporte educacional durante as ausências gera preocupações sobre a qualidade do aprendizado. A EJA é crucial para a inclusão de jovens e adultos que não tiveram acesso à educação na idade apropriada.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2023 indicam que São Paulo possui a segunda maior população do país com mais de quinze anos e que é analfabeta, totalizando mais de oitocentos e noventa e quatro mil. Apesar desse cenário, a oferta de EJA tem sido reduzida, com fechamento de turmas e concentração em poucas escolas, dificultando o acesso para muitos que necessitam dessa modalidade de ensino.
Roberto Catelli, coordenador da área de educação da ONG Ação Educativa, critica a nova abordagem do governo, afirmando que ela contraria uma resolução recente do Conselho Nacional de Educação (CNE). Essa resolução recomenda que ao menos cinquenta por cento da carga horária da EJA seja ministrada presencialmente, visando garantir uma educação de qualidade. Embora a proposta do governo não seja ilegal, Catelli ressalta que ela pode prejudicar aqueles que mais precisam de apoio educacional.
A Secretaria de Educação não respondeu a questionamentos sobre a fundamentação do projeto ou se ele foi aprovado pelo Conselho Estadual de Educação de São Paulo. A gestão afirmou que o modelo pedagógico será semelhante ao utilizado nos Centros Estaduais de Educação de Jovens e Adultos (CEEAJs), onde a carga horária é organizada de forma a permitir que os alunos avancem conforme suas habilidades.
Com a implementação desse projeto, a preocupação com a qualidade do ensino se intensifica, especialmente para aqueles em situação de vulnerabilidade. A união da sociedade civil pode ser fundamental para garantir que iniciativas educacionais sejam adequadamente apoiadas e que todos tenham acesso a uma educação de qualidade, essencial para o desenvolvimento social e econômico.

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Falta de climatização nas escolas públicas de Praia Grande gera protestos e abaixo-assinados. Apenas 34% das salas de aula no Brasil têm ar-condicionado, afetando saúde e aprendizado.

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Entidades do movimento negro e cursinhos populares criticam o novo edital do CPOP, pedindo revisão por falta de diálogo e critérios de seleção que podem excluir cursinhos comunitários. A situação gera protestos e reivindicações por mudanças.

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