Um decreto do governador do Amazonas, Wilson Lima, permite a regularização de desmatamentos ilegais, gerando preocupações entre pesquisadores e ambientalistas sobre a grilagem de terras. A medida pode reduzir a reserva legal de 80% para 50%, favorecendo a ocupação de áreas sensíveis, como Terras Indígenas. Especialistas alertam que a legalização de áreas desmatadas consolida crimes ambientais, enquanto o governo defende a regularização como forma de recuperação da vegetação nativa.

Um decreto assinado pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, na quarta-feira, permite a legalização de desmatamentos ilegais, especialmente em áreas próximas a Terras Indígenas e Unidades de Conservação. Pesquisadores alertam que a nova regra favorece a grilagem, uma vez que a regularização se baseia no Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é autodeclaratório até a validação final. O governo estadual, por sua vez, afirma que a medida não flexibiliza a legislação ambiental vigente.
O decreto regulamenta a possibilidade de redução do percentual de reserva legal, que pode cair de oitenta por cento para até cinquenta por cento, desde que os imóveis estejam localizados em áreas de floresta da Amazônia Legal e em municípios com mais de cinquenta por cento de unidades de conservação e terras indígenas. O proprietário deve se comprometer a recuperar a área de reserva legal até o limite de cinquenta por cento do imóvel rural, que deve estar inscrito no CAR.
Embora o governo afirme que a medida se aplica apenas a imóveis já desmatados, pesquisadores como Lucas Ferrante, das universidades de São Paulo e Federal do Amazonas, consideram essa justificativa enganosa. Ele destaca que a legalização de áreas desmatadas consolida crimes ambientais já cometidos, e o Ministério Público deve investigar a conduta do governador e do secretário de Meio Ambiente por favorecimento à grilagem.
Estudos indicam que a grilagem é uma prática recorrente no Amazonas, frequentemente com a participação de agentes públicos. Em municípios como Autazes, Humaitá e Tapauá, a área de pastagens cresceu entre trinta e quatro por cento e setenta e três por cento nos últimos cinco anos, refletindo o avanço da pecuária ilegal. Essa situação levanta preocupações sobre o impacto da nova regra nas áreas sensíveis da região.
Fábio Takeshi, assessor de políticas públicas do Observatório do Clima, critica a exigência de que o imóvel esteja em área de floresta, o que pode aumentar o desmatamento. Ele também aponta que a inscrição no CAR torna desnecessária a validação do cadastro, o que é preocupante. A redução da reserva legal para imóveis já desmatados traz um efeito retroativo, permitindo a regularização de desmatamentos irregulares.
O governo defende que o decreto visa a regularização ambiental e a recuperação da vegetação nativa. No entanto, a medida gera apreensão entre ambientalistas e pesquisadores, que temem um aumento na pressão sobre os territórios sensíveis. Nessa situação, a união da sociedade pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a proteção ambiental e a recuperação das áreas afetadas.

Estudos sobre a fauna e flora do Lago Paranoá são urgentes, com foco em capivaras e carrapatos, para garantir a preservação do ecossistema e a qualidade da água, segundo especialistas e o Ibram.

A prefeitura de Niterói finaliza o projeto do Parque Lagoa de Itaipu, com previsão de conclusão em dois anos, visando requalificação urbana e ambiental da região. O parque contará com ciclovias, jardins filtrantes e áreas de contemplação, promovendo infraestrutura verde e mobilidade ativa. A vice-prefeita Isabel Swan destaca que o projeto busca recuperar o ecossistema local e melhorar a qualidade de vida da população.

Os preços de hospedagem em Belém aumentaram de 10 a 15 vezes, gerando preocupações sobre a participação de países na COP 30. André Corrêa do Lago, presidente do evento, busca soluções financeiras para o financiamento climático global.

O Senado aprovou novas regras que simplificam o licenciamento ambiental, gerando forte oposição da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que considera a mudança um retrocesso nas conquistas ambientais do Brasil.

Especialistas alertam sobre a necessidade de proteger as abelhas, essenciais para o meio ambiente, evitando inseticidas e recomendando contato com órgãos ambientais para remoção segura de colmeias.

A Anistia Internacional Brasil realizará uma ação simbólica na Praia de Copacabana, com botos encalhados cobertos de petróleo, em protesto contra a exploração de petróleo na Amazônia durante a Cúpula do BRICS. A entidade destaca a contradição do Brasil em promover energias limpas enquanto investe em combustíveis fósseis, alertando para os riscos ambientais associados a essa prática.