Governo Lula implementa nova política de saúde mental, encerrando manicômios, mas enfrenta críticas pela falta de estrutura e vagas no SUS. Especialistas alertam para a inadequação do atendimento em hospitais gerais.

O governo Luiz Inácio Lula da Silva lançou uma nova política de atendimento a pacientes psiquiátricos, visando a proibição de manicômios e a promoção de um tratamento humanizado. Essa mudança se opõe às práticas de internação que prevaleceram por décadas, reconhecendo as violações de direitos humanos associadas a esses centros. No entanto, especialistas e gestores alertam que as diretrizes do Ministério da Saúde não atendem à demanda por cuidados especializados, destacando a escassez de vagas e a falta de infraestrutura no Sistema Único de Saúde (SUS).
A nova política, chamada Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), inclui a ampliação de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferecem atendimento multidisciplinar sem o isolamento dos pacientes. Além disso, determina que internações sejam realizadas em hospitais gerais, onde pacientes são tratados por clínicos. Contudo, essa abordagem tem gerado críticas, especialmente para casos mais graves, como enfatiza a médica psiquiátrica Maria Dilma Alves Teodoro, que questiona a eficácia do atendimento em leitos não especializados.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil possui apenas dois mil leitos psiquiátricos disponíveis pelo SUS, uma queda significativa em relação aos trinta e três mil leitos registrados em dois mil e treze. Essa redução é considerada insuficiente para atender à demanda crescente por internações. A especialista sugere que a reestruturação dos hospitais psiquiátricos poderia melhorar a assistência, oferecendo um modelo mais adequado para o tratamento de pacientes com condições complexas.
José Alves Ribeiro, um paciente com múltiplos diagnósticos psiquiátricos, expressa sua insatisfação com o modelo atual, afirmando que, apesar de rejeitar os manicômios, o sistema atual não oferece a qualidade de tratamento necessária. Ele alerta para o risco de que os CAPS se tornem "mini manicômios", enfatizando a falta de um atendimento adequado em saúde mental no Brasil.
O Ministério da Saúde, por sua vez, defende que investiu na criação de novos CAPS, com três mil e dezenove centros habilitados em dois mil e vinte e quatro, superando as metas estabelecidas. O governo também anunciou um investimento de R$ 4,7 bilhões em saúde mental. Entretanto, o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) aponta que as redes estão sobrecarregadas e que o financiamento é desproporcional ao desafio enfrentado.
A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) reconhece a necessidade de aprimorar a rede de CAPS e o atendimento em hospitais gerais. Ela defende a formação de equipes multidisciplinares que integrem relações familiares e comunitárias, visando um tratamento mais humano. Em situações como essa, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que melhorem a saúde mental e a reintegração social de pacientes, promovendo um futuro mais digno e saudável para todos.

Durante o 11º Power Trip Summit, Rita Lobo abordou a sobrecarga feminina nas tarefas domésticas como um fator que impulsiona o consumo de ultraprocessados, defendendo a divisão de responsabilidades. A chef enfatizou que a educação culinária deve ser priorizada, assim como a alfabetização, para melhorar a alimentação familiar e combater doenças relacionadas.

A artista azuLABula realizará um "passeio dançante" em Copacabana, hoje, às 18h, com bonecos que representam histórias de mulheres e violência, como parte da instalação "Oração às alienadas: ato V". A ação, que explora a relação entre corpo e memória, é resultado de uma pesquisa colaborativa e busca provocar reflexões sobre o estigma e a liberdade.

O Encontro Paulista de Teatro de Grupo ocorrerá de 12 de julho a 10 de agosto, com mais de 30 ações gratuitas, incluindo apresentações, oficinas e debates, promovendo o acesso à arte na zona norte de São Paulo. O evento, idealizado pelo grupo Refinaria Teatral, contará com a participação de diversos grupos teatrais e um show musical, visando fortalecer o intercâmbio cultural e a formação de público na região.

O Senado aprovou o Projeto de Lei 234/2024, que revoga a Lei 11.438/06 e estabelece um novo marco para incentivos fiscais ao esporte, permitindo deduções no Imposto de Renda. A proposta, que recebeu 74 votos favoráveis, agora aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O novo texto unifica as regras para a concessão de benefícios, permitindo que projetos desportivos e paradesportivos recebam recursos, desde que promovam formação esportiva e inclusão social. As deduções no Imposto de Renda são de até 7% para pessoas físicas e 3% para empresas, com limites específicos para projetos voltados à inclusão. A relatora, senadora Leila Barros, destacou a importância do esporte como investimento social.

Raúl Zaffaroni, jurista e amigo do papa Francisco, destacou sua liderança na defesa dos direitos humanos durante evento na Universidade Católica de Brasília. O Comitê Pan-Americano, inspirado pelo pontífice, visa proteger minorias.

Clarisse Cunha Linke, do ITDP Brasil, destaca que o transporte público no Brasil deve promover justiça social, mas atualmente exclui os mais vulneráveis, exigindo governança integrada e alocação equitativa de recursos.