Impacto Social

Guia prático da Asbai orienta restaurantes sobre como lidar com alergias alimentares e prevenir reações graves

A Asbai lançou um guia prático para restaurantes, visando melhorar a segurança de clientes com alergias alimentares e prevenir reações graves em refeições fora de casa. O manual orienta sobre contaminação cruzada e emergências.

Atualizado em
May 12, 2025
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ATENÇÃO NO PRATO - Alergias: camarão está entre os ingredientes que desencadeiam reações alérgicas (angelalourenco/Getty Images)

A alergia alimentar é uma condição que afeta até oito por cento da população, exigindo atenção especial em ambientes como bares e restaurantes. Muitas vezes, os ingredientes que podem causar reações alérgicas não estão claramente identificados nos cardápios, mesmo com a tendência crescente de incluir essas informações. Para aumentar a conscientização sobre o tema, a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) lançou o “Guia Prático para Restaurantes: Como Lidar com Alergia Alimentar”. Este manual oferece orientações sobre como evitar a contaminação cruzada e como manejar emergências.

De acordo com a Asbai, setenta por cento das reações alérgicas graves ocorrem durante refeições fora de casa. Os sintomas de alergia alimentar podem variar, incluindo coceira, inchaço e, em casos extremos, choque anafilático, que pode ser fatal. Jackeline Motta Franco, coordenadora do Departamento Científico de Alergia Alimentar da Asbai, destaca que muitos estabelecimentos não estão preparados para atender clientes com alergias alimentares, o que torna a orientação essencial.

Um dos principais focos do guia é a contaminação cruzada, que ocorre quando um alérgeno é acidentalmente introduzido em um alimento considerado seguro. Jackeline explica que isso pode acontecer, por exemplo, através do compartilhamento de utensílios. A conscientização sobre a possibilidade de transferência de alérgenos em diferentes etapas da preparação é crucial para evitar reações alérgicas.

Além disso, é fundamental que os estabelecimentos compreendam os sintomas das alergias alimentares e estejam preparados para agir rapidamente em caso de emergência. Jackeline recomenda que os restaurantes perguntem aos clientes se possuem um plano de ação, como a utilização de adrenalina autoinjetável. Em situações de reação alérgica, é importante acionar serviços de emergência, como o Samu, e contatar familiares.

Nas últimas décadas, o aumento das alergias alimentares está relacionado a mudanças climáticas e hábitos alimentares, como o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados. Fátima Rodrigues Fernandes, presidente da Asbai, afirma que a prevalência de alergias tem crescido, afetando cerca de trinta por cento da população. Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, ainda existem desafios para garantir que todos os pacientes tenham acesso a essas tecnologias no Brasil.

O lançamento do guia representa um passo importante para melhorar a segurança dos clientes em restaurantes. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a conscientização e a capacitação de estabelecimentos em relação às alergias alimentares. Projetos que visem a educação e a segurança alimentar devem ser incentivados, garantindo um atendimento mais seguro e acolhedor para todos.

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