Jovens talentos do futebol agora utilizam plataformas como Footbao e Cuju, que conectam atletas a clubes por meio de vídeos e inteligência artificial, democratizando oportunidades.

Um novo caminho tecnológico está se destacando para jovens que sonham em se tornar jogadores de futebol. Em vez de depender das tradicionais peneiras, muitos aspirantes a atletas profissionais estão utilizando plataformas que empregam inteligência artificial. Aplicativos como Footbao e Cuju conectam esses jovens a clubes, permitindo que gravem vídeos demonstrando suas habilidades e sejam avaliados remotamente.
Esses aplicativos possibilitam que os jovens, que muitas vezes não têm condições de comparecer às peneiras, gravem vídeos com seus celulares, mostrando habilidades como controle de bola, chute, passe, velocidade e força. Com base nessas gravações, analistas de desempenho realizam uma avaliação inicial. Os clubes, por sua vez, monitoram os talentos que mais chamam sua atenção e fazem convites para períodos de treinamento.
A Footbao, por exemplo, busca democratizar as seletivas e facilitar a identificação de talentos. O diretor de futebol da plataforma, Euler Victor, explica que o atleta se cadastra no aplicativo, envia seu vídeo e se inscreve para as seletivas dos clubes parceiros. A tecnologia é utilizada para identificar os melhores vídeos, e um analista de desempenho realiza uma seleção online. Os jogadores que se destacam são direcionados aos clubes para treinos.
O Cuju, desenvolvido pela Rogon, também utiliza inteligência artificial para ranquear os vídeos com base em movimentos de jogadores profissionais. Aqueles que se destacam são convidados para partidas em campo reduzido, onde são observados por ex-jogadores e olheiros. As etapas preliminares já ocorreram em várias cidades, e a final será realizada em junho, em Itajaí, no centro de treinamento do Barra FC.
Os diretores das plataformas destacam que muitas crianças são negligenciadas no processo de seleção. A tecnologia, embora amplie as oportunidades, não substitui o olhar humano. O ex-goleiro Julio Cesar, jurado do Cuju, ressalta que a inteligência artificial ajuda a preparar melhor os atletas para os clubes. Eduardo Corch, consultor de marketing esportivo, alerta que a avaliação por vídeo pode ser superficial e não captar aspectos importantes do jogo.
Essas inovações têm o potencial de tornar o futebol mais acessível e eficiente na descoberta de talentos, especialmente em um país com dimensões continentais como o Brasil. A união da tecnologia com a avaliação humana é essencial para garantir a credibilidade do processo. Projetos como esses devem ser estimulados pela sociedade civil, pois podem abrir portas para jovens talentos que, de outra forma, não teriam oportunidades.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou a criação de uma comissão para combater a "adultização" de crianças na internet, após a repercussão de um vídeo viral sobre exploração de menores. A comissão terá trinta dias para analisar propostas e formular um texto de consenso, unindo partidos em torno da proteção infantil online.

Professores de Ceilândia lamentam a morte de aluna após desafio perigoso nas redes sociais. A polícia investiga os responsáveis e alerta sobre a segurança infantil online.

Denis Mukwege, ginecologista congolês e Nobel da Paz, lançou a campanha Linha Vermelha na Rio Innovation Week, visando erradicar o estupro como arma de guerra e responsabilizar estados por suas consequências devastadoras.

Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) criaram uma experiência em realidade virtual para explorar a arquitetura modernista da cidade, celebrando seus 65 anos e promovendo educação inclusiva. A iniciativa visa democratizar o acesso ao patrimônio cultural, utilizando tecnologia para engajar estudantes e turistas, com potencial de expansão futura.

No dia 7, o Cristo Redentor será iluminado de lilás em um ato simbólico contra a violência de gênero, parte da campanha Agosto Lilás, promovida pela Secretaria de Estado da Mulher e parceiros. O Brasil enfrenta uma média de quatro feminicídios diários, com maior incidência entre mulheres negras.

O governo brasileiro, sob a liderança do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciará medidas para atrair cientistas afetados por cortes de financiamento nos EUA. Entre as iniciativas, destacam-se investimentos em pesquisa de vacinas e um edital específico para financiar o retorno de pesquisadores ao Brasil.