Impacto Social

Hidradenite supurativa: doença pouco conhecida afeta autoestima e qualidade de vida de muitos brasileiros

Jessica Tauane compartilha sua vivência com hidradenite supurativa (HS), doença que afeta 0,41% da população brasileira. O dermatologista João Vitor Perez destaca a importância do diagnóstico precoce e opções de tratamento.

Atualizado em
August 11, 2025
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A criadora de contéudo Jessica Tauane tem hidradenite supurativa e conscientiza o público sobre a doença dermatológica - Acervo Pessoal

Doenças dermatológicas como acne, dermatite e psoríase são amplamente reconhecidas e afetam a autoestima de muitas pessoas. No entanto, a hidradenite supurativa (HS) é uma condição menos discutida, que impacta cerca de 0,41% da população brasileira. Essa doença inflamatória crônica afeta os folículos pilosos, principalmente em áreas como axilas e virilha, levando à formação de lesões na pele. Fatores como predisposição genética, desequilíbrios hormonais e obesidade podem contribuir para o seu surgimento.

A comunicóloga Jessica Tauane, que convive com HS, utiliza suas redes sociais para aumentar a conscientização sobre a doença. Diagnosticada precocemente aos 17 anos, Jessica compartilha sua experiência e destaca a importância do diagnóstico correto. Ela menciona que a condição pode causar sofrimento físico e emocional, especialmente em momentos íntimos. Jessica também enfatiza a necessidade de aceitação e apoio social para lidar com os desafios impostos pela doença.

O dermatologista João Vitor Perez, do Hospital São Luiz Morumbi, explica que a HS não tem cura definitiva conhecida, tornando o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico essenciais. Ele esclarece que a doença não é contagiosa e pode ser confundida com furúnculos ou infecções fúngicas, mas se diferencia pela duração e recorrência das lesões. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos, incluindo a presença de lesões típicas e a localização em áreas propensas a atrito.

O tratamento da hidradenite supurativa varia conforme a gravidade da condição. Nos casos leves, pomadas antibióticas podem ser eficazes. Para casos moderados, antibióticos orais são frequentemente prescritos. Em situações mais graves, medicamentos imunobiológicos e até intervenções cirúrgicas podem ser necessários. O dermatologista alerta que a cirurgia, embora possa oferecer controle duradouro, envolve riscos, como infecções e recidivas.

Jessica relata que muitos pacientes, mesmo em idades avançadas, só descobrem a HS recentemente, o que pode agravar o sofrimento emocional. Ela menciona que a condição pode impactar a vida social, levando a sentimentos de vergonha. No entanto, Jessica encontrou uma nova perspectiva sobre sua condição, ressaltando a importância de relações humanas e apoio emocional na busca por aceitação.

Essa realidade evidencia a necessidade de mais informações e recursos para aqueles que enfrentam a hidradenite supurativa. A união da sociedade pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a conscientização e o acesso a tratamentos adequados. Projetos que visem ajudar pessoas afetadas por essa condição podem fazer uma diferença significativa na vida de muitos.

Folha de São Paulo
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