A hidroxiureia (HU) é o único tratamento aprovado no Brasil para a doença falciforme, com novas formulações que melhoram a adesão, especialmente em crianças. O uso da HU ainda é baixo, apesar de sua eficácia comprovada.

A hidroxiureia (HU) é o único tratamento com efeito modificador da doença falciforme (DF) aprovado no Brasil. Este medicamento é indicado para reduzir complicações como crises vaso-oclusivas, hospitalizações e mortalidade, alterando significativamente o curso da enfermidade. Uma revisão recente sobre o uso da HU no Brasil atualiza as evidências sobre sua eficácia, segurança e adesão, destacando novas formulações que permitem ajustes precisos de dose, especialmente em crianças.
O Dr. Rodolfo Delfini Cançado, coautor do estudo e professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, enfatiza a importância de estratégias terapêuticas aprimoradas para melhorar a adesão ao tratamento. As novas formulações de HU, como comprimidos dispersíveis e fracionáveis, facilitam ajustes de dose e são mais fáceis de administrar, o que é crucial para o tratamento pediátrico.
A eficácia da hidroxiureia é bem documentada, com benefícios que incluem aumento da hemoglobina fetal (HbF) e redução de eventos agudos, hospitalizações e mortalidade. Apesar disso, a HU ainda é subutilizada no Brasil, com barreiras como baixa adesão e receios sobre efeitos adversos. As novas formulações fracionáveis, que permitem ajustes em incrementos menores, são vistas como uma solução para esses desafios, melhorando a adesão e o controle terapêutico.
Estudos recentes, como o ESCORT-HU, demonstraram que a formulação fracionável é segura e eficaz, resultando em reduções significativas de eventos clínicos em crianças e adultos. A revisão analisou dados de ensaios clínicos e estudos observacionais, destacando a necessidade de um acompanhamento regular e a importância da titulação da dose para maximizar os benefícios do tratamento.
A subutilização da HU no Brasil está relacionada a fatores estruturais e sociais, como falta de conscientização e receios sobre efeitos adversos. O fortalecimento da atenção primária e a capacitação de profissionais de saúde são essenciais para superar essas barreiras. A nova formulação de HU pode facilitar o ajuste de dose e melhorar a adesão, especialmente em regiões com infraestrutura limitada.
Além de sua eficácia clínica, a hidroxiureia apresenta uma relação custo-efetividade positiva, podendo gerar economia ao sistema de saúde ao reduzir hospitalizações e transfusões. A mobilização da sociedade civil é fundamental para garantir que mais pacientes tenham acesso a esse tratamento vital, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida de muitos que enfrentam a doença falciforme.

Tratamento experimental com células-tronco, zimislecel, curou dez de doze pacientes com diabetes tipo 1 grave, eliminando a necessidade de insulina após um ano. A pesquisa foi apresentada na Associação Americana de Diabetes.

O programa "O câncer não espera. O GDF também não" reduziu o tempo de espera para consultas oncológicas de 75 para 51 dias e aumentou a capacidade de atendimento no Hospital Regional de Taguatinga. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, destacou a importância do diagnóstico precoce e do tratamento ágil, prevendo a normalização da lista de espera em três meses.

A inteligência artificial está revolucionando a medicina diagnóstica, permitindo a detecção precoce de doenças como glaucoma e Alzheimer, com diagnósticos mais rápidos e precisos. Essa tecnologia analisa grandes volumes de dados, identificando padrões que ajudam a prevenir e tratar enfermidades, incluindo doenças raras. Apesar dos desafios relacionados à privacidade e padronização, a tendência é de ampliação do uso da IA na saúde, promovendo acesso a diagnósticos de qualidade.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal firmou contrato de R$ 66,2 milhões com o Hospital Santa Lúcia Gama para oferecer 30 leitos de UTI adulto, visando melhorar a assistência a pacientes críticos no SUS. A medida, com duração inicial de 12 meses, pode ser prorrogada por até 120 meses, e representa um avanço significativo na capacidade de atendimento da rede pública de saúde.

Isabel Veloso, influenciadora, reafirma que seu Linfoma de Hodgkin está em remissão, mas não curado, após críticas sobre seu diagnóstico. Ela continua em tratamento e critica a desinformação nas redes sociais.

Em resposta ao aumento de casos de hepatite A, o Ministério da Saúde intensificará a vacinação em homens adultos, especialmente usuários da PrEP, visando conter surtos e prevenir complicações graves.