Impacto Social

Humberto Carrão mobiliza apoio para transformar antigo Dops em espaço de memória e direitos humanos

O ator Humberto Carrão mobiliza apoio nas redes sociais para transformar o antigo prédio do Dops, no Rio, em um espaço de memória e direitos humanos, já com mais de 7.500 assinaturas. A ação visa reparar a história e promover reflexão sobre a repressão da ditadura militar.

Atualizado em
July 9, 2025
Clock Icon
4
min
Ator Humberto Carrão entra em campanha para criação de um centro de memória para antigo prédio do Dops, durante a ditadura militar brasileira — Foto: Reprodução redes sociais

O ator Humberto Carrão, conhecido por seu papel como Afonso no remake da novela "Vale tudo", da TV Globo, lançou um apelo nas redes sociais para transformar o antigo prédio do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), localizado no Centro do Rio de Janeiro, em um espaço dedicado à memória e aos direitos humanos. O imóvel, que foi utilizado durante a ditadura militar para reprimir opositores, atualmente encontra-se desocupado e sob controle da Polícia Civil.

Em um vídeo, Carrão destacou a importância de informar a população sobre a história do prédio, que foi um centro de tortura e violência. Ele acredita que a transformação do local em um espaço de reflexão pode mudar a forma como as pessoas percebem a cidade e sua história. "Se esse local for transformado em um espaço de pensamento e reflexão, talvez isso sim transforme uma sociedade que tem insistido tanto em esquecer e ignorar parte fundamental da nossa história", afirmou.

A mobilização virtual, que ocorre por meio da plataforma memoriaedemocracia.org, já conta com mais de sete mil e quinhentas assinaturas. A ação solicita que a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, retome o controle do prédio através da Superintendência do Patrimônio da União (SPU) e inicie a criação de um centro de memória e direitos humanos no local.

O Ministério Público Federal estabeleceu um prazo de sessenta dias para que o governo federal decida o futuro do imóvel. Os organizadores da campanha ressaltam que esta é uma oportunidade histórica para transformar um símbolo da repressão em um espaço de justiça e reparação. Durante a ditadura, o Dops foi responsável por interrogatórios e desaparecimentos forçados de opositores do regime.

Carrão se uniu a diversas pessoas que pedem a transformação do antigo Dops em um centro de defesa da democracia e dos direitos humanos. "O futuro é para quem lembrar", disse ele, enfatizando a importância de não esquecer o passado. A campanha também destaca que a criação do centro de memória não é apenas uma reparação histórica, mas uma forma de enfrentar a violência ainda presente nas favelas e periferias do Brasil.

Iniciativas como essa devem ser apoiadas pela sociedade civil, pois a memória é um direito fundamental. A transformação do prédio em um espaço de memória pode ajudar a promover a justiça e a reflexão sobre os direitos humanos, impactando positivamente a sociedade e contribuindo para um futuro mais consciente e justo.

Leia mais

Aumento de 68% nas denúncias de abandono de idosos revela a fragilidade da proteção social no Distrito Federal
Impacto Social
Clock Icon
4
min
Aumento de 68% nas denúncias de abandono de idosos revela a fragilidade da proteção social no Distrito Federal
News Card

Aumento de 68% nas denúncias de abandono e maus-tratos a idosos no Distrito Federal revela a vulnerabilidade dessa população, com casos alarmantes de violência familiar e negligência. A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes contra a Pessoa Idosa alerta para a importância da denúncia.

Fábio Félix destaca a urgência de combater a LGBTfobia nas escolas e propõe iniciativas de inclusão e diversidade
Impacto Social
Clock Icon
3
min
Fábio Félix destaca a urgência de combater a LGBTfobia nas escolas e propõe iniciativas de inclusão e diversidade
News Card

O deputado Fábio Félix destaca a necessidade de políticas públicas contra a LGBTfobia nas escolas, após pesquisa revelar que 32% dos alunos enfrentam bullying por essa razão. A proposta será levada à Secretaria de Educação.

Atividade física, mesmo em baixa intensidade, melhora funções cognitivas e combate o declínio mental
Impacto Social
Clock Icon
3
min
Atividade física, mesmo em baixa intensidade, melhora funções cognitivas e combate o declínio mental
News Card

Atividades físicas, mesmo leves, melhoram funções cognitivas, como memória e atenção, segundo revisão de 133 estudos da Universidade do Sul da Austrália, publicada no British Medical Journal. Modalidades como ioga e exergames se destacam, sugerindo que o exercício pode combater o declínio cognitivo.

Cresce a preocupação com cursos de formação de terapeutas sem qualificação no Brasil em meio à crise de saúde mental
Impacto Social
Clock Icon
3
min
Cresce a preocupação com cursos de formação de terapeutas sem qualificação no Brasil em meio à crise de saúde mental
News Card

Cresce a preocupação com cursos de baixa qualificação para formação de terapeutas no Brasil, em meio ao aumento de doenças mentais e à proposta de regulamentação da prática terapêutica. Profissionais alertam para os riscos de atendimentos inadequados.

Paola Antonini transforma dor em propósito e se torna Barbie Role Model após acidente trágico
Impacto Social
Clock Icon
3
min
Paola Antonini transforma dor em propósito e se torna Barbie Role Model após acidente trágico
News Card

Paola Antonini, influenciadora e ex-aluna de jornalismo, superou a amputação da perna direita após um acidente em 2014 e agora inspira outros com seu Instituto. Ela se tornou uma Barbie Role Model e fundou um instituto que oferece reabilitação e próteses gratuitas para jovens.

Lorena Eltz transforma desafios da doença de Crohn em empoderamento e conscientização sobre ostomia
Impacto Social
Clock Icon
3
min
Lorena Eltz transforma desafios da doença de Crohn em empoderamento e conscientização sobre ostomia
News Card

Lorena Eltz, influenciadora e estudante de biomedicina, compartilha sua trajetória com a doença de Crohn e a ostomia, promovendo conscientização sobre doenças inflamatórias intestinais e inclusão social. Diagnosticada aos cinco anos, Lorena enfrentou internações e cirurgias, incluindo uma ileostomia definitiva em 2021, que a levou à remissão da doença. Hoje, ela usa suas redes sociais para desmistificar tabus e apoiar outros ostomizados.