O Ibama lançou o Parecer de Extração Não Prejudicial para o gênero Cedrela, essencial para a exploração sustentável da madeira, em parceria com instituições e apoio internacional. O documento fundamenta a emissão de licenças de exportação, garantindo a preservação da espécie.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) anunciou a disponibilização do Parecer de Extração Não Prejudicial (NDF) para o gênero Cedrela, em conformidade com a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites). A publicação ocorreu em Brasília no dia dezenove de agosto de dois mil e vinte e cinco, com a colaboração do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e apoio da Iniciativa Internacional da Noruega para o Clima e as Florestas (NICFI).
O NDF reúne informações científicas sobre a distribuição, o estado populacional e as práticas de manejo do gênero Cedrela, além de avaliar os impactos do comércio legal e ilegal. Essas informações são fundamentais para a emissão de licenças de exportação pela autoridade administrativa da Cites no Brasil. Segundo Allan Valezi Jordani, coordenador-geral de Gestão e Monitoramento do Uso da Flora do Ibama, a publicação do NDF é um passo crucial para garantir a exploração sustentável da madeira desse gênero.
A elaboração do documento foi coordenada pelo Ibama, que atua como autoridade científica da Cites, e contou com a participação de um grupo de trabalho multidisciplinar. Este grupo incluiu representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e do Ministério Público de Mato Grosso.
O NDF do gênero Cedrela já está disponível no site do Ibama, na seção de publicações Cites. Além disso, os pareceres dos gêneros Dipteryx, Tabebuia e Handroanthus estão em fase final de revisão e tradução, com previsão de publicação ainda neste ano. Essa iniciativa é parte dos esforços contínuos do Brasil para regulamentar o comércio de espécies ameaçadas e promover a sustentabilidade.
A colaboração entre instituições nacionais e internacionais demonstra um compromisso com a preservação da biodiversidade e a exploração responsável dos recursos naturais. A implementação de práticas sustentáveis é essencial para garantir que a exploração da madeira não comprometa a sobrevivência das espécies ameaçadas.
Iniciativas como essa devem ser apoiadas pela sociedade civil, que pode contribuir para a preservação do meio ambiente e a promoção de práticas sustentáveis. A união em torno de causas ambientais é fundamental para garantir um futuro mais equilibrado e sustentável para todos.

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