O Ministério da Saúde anunciou que o Implanon, um implante hormonal contraceptivo, será disponibilizado no SUS em 2023, com a meta de atender 500 mil mulheres até 2026. O método é altamente eficaz, com taxa de falha de apenas 0,05%.

O Ministério da Saúde anunciou que o Implanon, um implante hormonal contraceptivo, será disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda em 2023. A expectativa é atender quinhentas mil mulheres e distribuir até um milhão e oitocentos mil implantes até 2026. O Implanon, que chegou ao Brasil em 2001, é considerado altamente eficaz, com uma taxa de falha de apenas 0,05%, segundo especialistas.
O Implanon libera etonogestrel, um derivado sintético da progesterona, que atua de duas maneiras: inibe a ovulação e cria um bloqueio no colo do útero, dificultando a passagem dos espermatozoides. A presidente da comissão especializada em anticoncepção da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Ilza Maria Urbano Monteiro, destaca que, em estudos, apenas cinco em cada dez mil usuárias engravidaram.
O implante é indicado para pessoas a partir de quatorze anos em idade reprodutiva, exceto para aquelas que tiveram câncer de mama, que não devem utilizar métodos hormonais. A aplicação é feita sob anestesia local, geralmente na região do bíceps, e o dispositivo permanece ativo por três anos. O efeito contraceptivo inicia imediatamente após a inserção, que deve ocorrer preferencialmente no início do ciclo menstrual.
Após a aplicação, o corpo pode levar cerca de três meses para se adaptar, e é comum que ocorram sangramentos irregulares e dores de cabeça. Ilza Monteiro ressalta que cerca de setenta e cinco por cento das usuárias podem apresentar alterações no ciclo menstrual, mas não é garantido que todas parem de menstruar. A médica enfatiza que o padrão menstrual pode variar entre as pacientes.
Embora o Implanon seja eficaz, a especialista afirma que não é possível considerá-lo o "padrão ouro" em contracepção, pois cada método pode ter diferentes níveis de adequação para as mulheres. O Ministério da Saúde está finalizando a portaria que oficializa a incorporação do Implanon no SUS, e as áreas técnicas terão até cento e oitenta dias para implementar a oferta, incluindo a capacitação dos profissionais.
Com a disponibilização gratuita do Implanon, novas oportunidades de pesquisa sobre seus efeitos podem surgir. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a saúde reprodutiva e o acesso a métodos contraceptivos eficazes, beneficiando muitas mulheres que buscam opções seguras e acessíveis.

Pesquisadores da Universidade Estadual do Ceará (Uece) criaram uma solução inovadora à base de água de coco desidratada para preservar órgãos, garantindo a sexta patente da instituição. A técnica promete reduzir custos em até setenta por cento e facilitar a logística de transplantes no Brasil, um dos líderes mundiais nesse procedimento.

Aumento no uso de vapes entre adultos brasileiros gera preocupação. Em 2024, 2,6% da população adulta utiliza esses dispositivos, com alta de 24% em um ano, exigindo fiscalização rigorosa.

Minas Gerais e Florianópolis decretaram emergência em saúde pública devido ao aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), impulsionados por vírus como influenza e VSR. A situação exige atenção redobrada.

A OMS recomenda o lenacapavir, um novo medicamento injetável a cada seis meses, como opção de profilaxia pré-exposição ao HIV, com pedidos de registro em análise na Anvisa. Essa inovação visa ampliar o acesso à prevenção do vírus.

Prefeitura de Uberlândia moderniza combate ao Aedes aegypti com inteligência artificial, acelerando a contagem de ovos e aprimorando ações de controle de doenças.
O Sistema Único de Saúde (SUS) inicia a oferta da vacina ACWY contra meningite, ampliando a proteção para os sorotipos A, C, W e Y, antes disponíveis apenas na rede privada. A medida visa reduzir a incidência da doença, que já teve uma queda de 75% nos casos notificados entre 2007 e 2020. A vacina é indicada para diversas faixas etárias, incluindo bebês, e reforça a importância da imunização no combate a essa enfermidade grave.