A importação de produtos à base de cannabis para fins medicinais no Brasil, regulamentada pela Anvisa, já beneficia mais de 300 mil pacientes e movimentou R$ 400 milhões em 2024, com crescimento de 22%.

Desde março de 2022, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação de produtos à base de cannabis para fins medicinais, mediante prescrição médica. Atualmente, mais de 300 mil pacientes no Brasil dependem dessa importação para acessar tratamentos que não estão disponíveis no mercado local. Esses produtos representam mais de 50% dos utilizados por pacientes brasileiros e, em muitos casos, são mais acessíveis financeiramente do que os vendidos nas farmácias.
Rafael Arcuri, diretor-executivo do Instituto Regulação e Conexão (ICR), destaca que a importação oferece uma variedade de opções de tratamento, incluindo formulações ricas em tetrahidrocanabinol (THC) e diferentes concentrações de canabidiol (CBD). Os produtos importados são frequentemente fabricados em países com legislações mais avançadas, permitindo a utilização de matérias-primas e tecnologias que resultam em concentrações específicas de canabinoides, essenciais para o tratamento de diversas condições, como epilepsia e dores crônicas.
Atualmente, existem mais de 1,6 mil produtos disponíveis para importação, abrangendo 48 formas farmacêuticas, como óleos e extratos. Além disso, a Anvisa já registrou um medicamento e 36 produtos à base de cannabis para venda nas farmácias, conforme a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 327/2019, que regulamenta a fabricação e comercialização desses produtos no Brasil.
O mercado de importação de produtos à base de cannabis não se destaca apenas pela variedade, mas também pelo custo. Os preços médios dos óleos importados são significativamente inferiores aos dos produtos disponíveis localmente, tornando o tratamento mais acessível. Leonardo Navarro, diretor jurídico do ICR, ressalta que a manutenção da RDC 660 é crucial para ampliar as opções de tratamento e promover um ambiente competitivo que beneficie os pacientes.
Em 2024, as prescrições de produtos à base de cannabis movimentaram cerca de R$ 400 milhões, representando um crescimento de 22% em relação ao ano anterior. A maioria dos pacientes que optam pela importação reside na região Sudeste, seguida pelas regiões Sul e Nordeste, buscando tratamentos para doenças neurodegenerativas e dor crônica.
As empresas que exportam para o Brasil utilizam Certificados de Análises (CoAs) para garantir que os produtos atendam aos requisitos de segurança e qualidade. Atualmente, aproximadamente 87% dos óleos importados pelas principais empresas possuem esse certificado. A união da comercialização local com a importação é fundamental para garantir que os pacientes tenham acesso a tratamentos inovadores e seguros. Nessa perspectiva, a mobilização da sociedade pode ser decisiva para apoiar iniciativas que promovam o acesso a esses tratamentos essenciais.

Cerca de um terço dos brasileiros acima de 35 anos apresenta gordura no fígado, segundo estudo da UFMG, UFRGS e USP, destacando a importância de hábitos saudáveis para a reversibilidade da condição.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) lançou uma campanha via WhatsApp para vacinar jovens de 15 a 19 anos contra o HPV, contatando 130 mil pessoas até 14 de junho. A estratégia visa aumentar a cobertura vacinal e prevenir cânceres relacionados ao vírus.

A insônia afeta mais de setenta por cento da população brasileira, e a musculação surge como uma solução eficaz, melhorando a qualidade do sono e reduzindo a ansiedade, segundo estudos recentes.

Especialistas destacam a importância do diagnóstico precoce do câncer para melhorar prognósticos e reduzir custos, propondo atualizações nos protocolos de rastreio e uso de inteligência artificial em áreas remotas.

A prevalência de HIV entre pessoas acima de 50 anos aumentou drasticamente, com um crescimento de 416% no Brasil e duplicação na África Subsaariana. Campanhas de conscientização são urgentes. Estudos revelam que a faixa etária acima de 50 anos, historicamente negligenciada, agora apresenta taxas alarmantes de HIV. O médico Luicer Olubayo destaca a necessidade de intervenções específicas para combater o estigma e melhorar o acesso ao tratamento.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa aprovou o Projeto de Lei 88/24, que garante diagnóstico e tratamento para trombofilia no SUS a idosos e gestantes. A proposta segue para análise em outras comissões.