Impacto Social

Inteligência artificial e sustentabilidade: Silvana Pires defende a transformação do RH em busca de impacto positivo

Silvana Pires, executiva de RH, destaca a urgência de integrar inteligência artificial e sustentabilidade nas empresas, enfatizando a formação de novas competências para enfrentar a crise climática.

Atualizado em
August 6, 2025
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Silvana Pires, executiva de RH no iCS (Fonte: LinkedIn | Reprodução)

Silvana Pires, executiva sênior de Recursos Humanos e membro do Clube CHRO da EXAME e Saint Paul, destaca a importância de integrar práticas sustentáveis à cultura organizacional. Em uma conversa com sua filha, que se referiu ao ChatGPT como seu "melhor amigo", Silvana percebeu que a nova geração vê a inteligência artificial como uma aliada, não uma ameaça. Para ela, tanto a inteligência artificial quanto a sustentabilidade devem ser encaradas como partes essenciais do ambiente de trabalho contemporâneo.

Com quase duas décadas de experiência em Recursos Humanos, Silvana enfatiza que a transformação digital exige uma nova abordagem. Ela acredita que o setor deve ser mais do que operacional, integrando a agenda de sustentabilidade nas políticas de gestão de pessoas. Exemplos internacionais, como empresas no Panamá que oferecem bônus por ações sustentáveis, ilustram a necessidade de um modelo que promova a responsabilidade ambiental nas organizações.

Silvana critica a falta de ações concretas em grandes centros urbanos, onde a sustentabilidade ainda é vista como uma meta distante. Ela defende que as empresas devem alinhar discurso e prática, promovendo uma transição justa e um modelo de compensação que considere o impacto ambiental. A nova geração de trabalhadores busca coerência e pertencimento, questionando as ações das empresas em relação a seus valores.

A executiva alerta que ignorar a crise climática é um erro estratégico. As consequências das mudanças climáticas são globais e inescapáveis, afetando diversas regiões simultaneamente. Para Silvana, a responsabilidade ambiental não é uma escolha, mas uma urgência ética que deve ser incorporada nas práticas empresariais.

Silvana propõe a formação de novas competências que devem ser estruturantes, desde a educação infantil até políticas públicas. Ela destaca a importância de uma educação socioambiental que prepare as futuras gerações para os desafios da economia verde. A mobilização de grandes organizações pode ser um diferencial na construção de um futuro sustentável.

Em um cenário onde a sustentabilidade e a tecnologia se entrelaçam, a união da sociedade civil pode ser um motor de mudança. Projetos que promovam a conscientização e a ação em prol do meio ambiente são essenciais para transformar a realidade atual. A colaboração pode gerar um impacto significativo, mobilizando recursos e engajando a comunidade em causas que visam um futuro mais sustentável.

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