John Elkington, criador do conceito "Triple Bottom Line", vê a crise da agenda ESG como uma chance de repensar práticas sustentáveis e redesenhar mercados, destacando a bioeconomia no Brasil. Ele critica a exploração de petróleo, mas reconhece a necessidade de investimentos em energia renovável.

A agenda ESG (ambiental, social e de governança) enfrenta um momento crítico, especialmente nos Estados Unidos, onde algumas empresas estão recuando em seus compromissos de sustentabilidade. John Elkington, criador do conceito "Triple Bottom Line", vê essa crise como uma oportunidade para repensar o ESG. Ele destaca a importância de redesenhar mercados, citando o exemplo dos carros elétricos na Noruega, onde políticas públicas incentivaram a adoção de veículos elétricos, resultando em noventa por cento das vendas de novos carros sendo elétricos.
Elkington critica a postura de alguns políticos brasileiros que ignoram problemas ambientais e sociais. Ele ressalta que o Brasil deve focar na gestão de seus recursos naturais para se tornar um líder político e de mercado nas próximas três décadas. Embora considere compreensível a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, ele enfatiza a necessidade de altos padrões de operação, dada a sensibilidade do ecossistema amazônico. Além disso, sugere que parte dos lucros da exploração de combustíveis fósseis deve ser investida na bioeconomia.
O especialista observa que o ESG se tornou um "frenesi alimentar", com muitas empresas adotando a terminologia sem um compromisso real. Ele menciona que, apesar do retrocesso, muitas empresas continuam a trabalhar em questões de sustentabilidade, reconhecendo sua importância para o futuro do mercado. Elkington acredita que essa é uma oportunidade para um novo enfoque, que não se limite a limpar empresas, mas que busque um redesenho completo dos mercados.
Ele também menciona que, em países onde o governo é ineficaz, as expectativas em relação ao setor privado aumentam. Embora algumas empresas possam liderar a mudança, a transformação do mercado depende da influência de empresas pioneiras que demonstrem que é possível lucrar com práticas sustentáveis. Exemplos como Ben & Jerry's e Patagonia são citados como modelos a serem seguidos.
Elkington destaca que o Brasil possui um enorme potencial na bioeconomia, mas enfrenta desafios sociais e políticos que dificultam o progresso. Ele alerta que a exploração de petróleo pode ser inevitável, mas deve ser feita com responsabilidade. O especialista acredita que o Brasil pode se tornar um líder global em bioeconomia, mas isso requer um compromisso sério com a gestão de seus recursos naturais e a redução do uso de combustíveis fósseis ao longo do tempo.
Essa situação evidencia a necessidade de um engajamento coletivo em prol de práticas sustentáveis. Projetos que promovam a bioeconomia e a gestão responsável dos recursos naturais devem ser estimulados pela sociedade civil. A união em torno dessas causas pode gerar um impacto significativo, contribuindo para um futuro mais sustentável e justo para todos.

Técnicas de manejo podem acelerar em até 13 anos o corte de árvores nativas, aumentando a produtividade da restauração florestal no Brasil, segundo pesquisa liderada por Pedro Medrado Krainovic. Essa abordagem visa atrair proprietários rurais e reduzir a pressão sobre biomas como a Amazônia, contribuindo para a meta de restaurar 12 milhões de hectares até 2030.

O Programa FAPESP para o Atlântico Sul e Antártica (PROASA) visa aumentar o investimento em pesquisa oceânica no Brasil, promovendo parcerias e abordagens interdisciplinares. O Brasil, com vasta área marítima e população costeira significativa, investe apenas 0,03% em pesquisa oceânica, muito abaixo da média global de 1,7%. O PROASA busca fortalecer a ciência e a sustentabilidade na região, integrando diferentes saberes e promovendo a coprodução de conhecimento com a comunidade local.

Senado aprova Projeto de Lei que classifica 22 municípios do Norte e Noroeste do Rio de Janeiro como semiáridos, garantindo acesso a benefícios como o Garantia-Safra e criando um Fundo de Desenvolvimento Econômico.

Um estudo internacional revelou que microplásticos ingeridos por ratos podem atingir o cérebro rapidamente, resultando em perda de memória e habilidades motoras. Pesquisadores alertam sobre os riscos para humanos.

Governo de São Paulo instalará barreira flutuante no Rio Tietê para conter aguapés, enquanto Cetesb interdita praias devido à toxicidade das algas. Medidas visam mitigar impactos ambientais e de navegação.

Relatório revela que a produção de alimentos na Amazônia é a principal causa do desmatamento e das emissões de poluentes no Brasil, propondo soluções sustentáveis e a valorização da agricultura familiar. A pesquisa “Sistemas Agroalimentares e Amazônias” destaca a necessidade de uma transição justa na produção de alimentos, enfatizando a recuperação de pastos degradados e a inclusão de pequenos produtores nas políticas públicas.