Homem é preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) ao transportar 600 filhotes de jabutis piranga em malas em ônibus. Ele confessou que receberia dinheiro e já tinha histórico criminal pelo mesmo delito.

Na tarde de quinta-feira, 31 de julho, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou um homem que transportava cerca de 600 filhotes de jabutis piranga em um ônibus interestadual. O flagrante ocorreu na BR-116, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, durante uma abordagem a um ônibus que fazia a linha Natal (RN) - Rio de Janeiro (RJ). Os animais estavam acondicionados em malas no bagageiro do veículo.
O homem, que embarcou em Feira de Santana (BA), tinha como destino Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ele confessou que receberia uma quantia em dinheiro pelo transporte dos animais e alegou que era a primeira vez que realizava essa atividade. No entanto, a PRF descobriu que ele já havia sido preso em 2015 pelo mesmo crime.
As condições em que os filhotes eram transportados eram precárias, resultando na morte de alguns deles. O jabuti piranga é uma espécie ameaçada e cada exemplar pode ser vendido no mercado ilegal por aproximadamente R$ 700,00. A ocorrência foi encaminhada à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), localizada na Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio.
Essa ação da PRF destaca a necessidade urgente de proteção à fauna brasileira e a importância de coibir o tráfico de animais silvestres. O tráfico de espécies ameaçadas não apenas compromete a biodiversidade, mas também coloca em risco a sobrevivência de diversas espécies nativas.
O combate a esse tipo de crime exige a colaboração de toda a sociedade. A conscientização sobre a importância da preservação da fauna e a denúncia de atividades ilegais são fundamentais para proteger a biodiversidade do país. Iniciativas que promovem a educação ambiental e o respeito à vida silvestre podem fazer a diferença.
Nessa situação, nossa união pode ajudar os menos favorecidos, como os animais vítimas do tráfico. Projetos que visam a proteção e reabilitação da fauna ameaçada precisam de apoio e incentivo da sociedade civil para prosperar e garantir um futuro mais seguro para as espécies em risco.

A Operação Mata Viva do Ibama na Bahia resultou em 39 autos de infração e R$ 2,17 milhões em multas, além do embargo de 323,7 hectares desmatados ilegalmente, destacando a urgência na proteção da Mata Atlântica.

Em 2024, a Amazônia e a Mata Atlântica sofreram incêndios devastadores, queimando 30 milhões de hectares, o pior registro em quatro décadas, com um aumento de 62% em relação à média histórica. A Floresta Atlântica perdeu mais de 1 milhão de hectares, enquanto a Amazônia sozinha respondeu por 15 milhões de hectares queimados. A Terra Indígena Utiatiti, em Mato Grosso, foi severamente afetada, com mais de 2 milhões de hectares destruídos. A maioria dos incêndios ocorreu entre agosto e outubro, durante a estiagem.

A bióloga Erika Berenguer alerta que o fogo na Amazônia se tornará uma constante, impulsionado por mudanças climáticas e desmatamento, exigindo soluções diversificadas e urgentes.

Musuk Nolte, fotógrafo peruano-mexicano, é finalista do World Press Photo 2025 com a série "Secas na Amazônia", que retrata os impactos das mudanças climáticas. A exposição está na CAIXA Cultural Rio de Janeiro até 20 de julho.

Estudo do IPAM revela que a Amazônia pode evitar colapsos regionais, mas a degradação florestal aumentou 497% em 2024-2025. Medidas urgentes são necessárias para reverter a situação.

As águas do Oceano Pacífico Equatorial estão em condições neutras, dificultando previsões climáticas no Brasil, com aumento da imprevisibilidade de eventos extremos, segundo a NOAA e o Inmet.