Pesquisadores da UFSCar e Unesp revelam que florestas secundárias na Mata Atlântica são 61% mais vulneráveis ao fogo, enquanto florestas maduras têm 57% menos suscetibilidade, exigindo políticas de conservação específicas.

A Mata Atlântica, o bioma mais degradado do Brasil, possui apenas 30% de sua área original. A exploração intensificou-se nas últimas quatro décadas, resultando na perda de 3,7 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2023, conforme dados do projeto MapBiomas. A fragmentação da floresta é alarmante, com 97% dos fragmentos menores que 50 hectares, criando “ilhas” de floresta que dificultam a recuperação do ecossistema.
Recentemente, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) descobriram que florestas secundárias, que surgem em áreas anteriormente devastadas, são 61% mais vulneráveis ao fogo. Em contraste, florestas maduras, com mais de 35 anos, apresentam uma resistência 57% maior a incêndios. Essa pesquisa destaca a necessidade urgente de políticas de conservação específicas para cada tipo de formação florestal.
O estudo, que resultou na tese de doutorado de Bruno Adorno, analisou dados de satélite e estatísticas sobre a cobertura do solo e focos de incêndio na Mata Atlântica ao longo de 35 anos. Os pesquisadores observaram que a fragmentação e o fogo interagem de maneira complexa, onde a própria fragmentação aumenta a vulnerabilidade ao fogo, criando um ciclo prejudicial para o bioma.
Os pesquisadores também notaram que as áreas de pastagem não são tão vulneráveis ao fogo quanto se pensava, desafiando a literatura científica anterior. A análise revelou que a proporção de áreas afetadas é mais relevante do que a quantidade total de incêndios, indicando que a gestão do uso do solo é crucial para a proteção das florestas.
As florestas secundárias, por serem mais jovens, tendem a ser mais quentes e secas, o que as torna mais suscetíveis a incêndios. Além disso, práticas agrícolas inadequadas, como queimadas intencionais para impedir a regeneração, agravam a situação. Em contrapartida, florestas maduras, com uma estrutura mais densa e umidade interna maior, são menos propensas a pegar fogo.
Os resultados da pesquisa podem guiar a formulação de políticas públicas mais eficazes, direcionando recursos para a proteção de florestas jovens e promovendo práticas de manejo sustentável. A conscientização sobre a importância da conservação das florestas secundárias é fundamental. A união da sociedade pode ser decisiva para proteger esses ecossistemas vitais e garantir um futuro mais sustentável para a Mata Atlântica.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, inicia a terceira etapa do Caminho das Águas no Ceará, visitando barragens que beneficiarão mais de 91 mil pessoas com segurança hídrica. As obras visam melhorar o abastecimento e apoiar atividades econômicas locais.

Campanha "Silvestre não é pet" do MPDFT alerta sobre os perigos do tráfico de animais silvestres e promove a adoção responsável de cães e gatos, visando proteger a biodiversidade e o bem-estar animal.

Corais-cérebro na ilha do Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes retêm anualmente 20 toneladas de carbono, desafiando a noção de crescimento limitado em corais subtropicais. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), revela que a taxa de crescimento dos corais é comparável à de recifes tropicais, destacando seu papel crucial na captura de carbono e na mitigação das emissões de gases do efeito estufa.

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Uma emenda ao projeto de lei 2159/2021 foi aprovada no Senado, facilitando o desmatamento na Mata Atlântica ao revogar exigências do Ibama e permitir que municípios autorizem desmate sem estrutura adequada. O Ministério do Meio Ambiente e ONGs consideram a proposta inconstitucional e temem que ela aumente a destruição do bioma.