Meio Ambiente

Governo brasileiro projeta operação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre até a COP-30 em Belém

Marina Silva anunciou que o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) deve ser lançado até a COP-30, com a meta de mobilizar mais de US$ 150 bilhões para 70 países. O governo critica a falta de financiamento climático.

Atualizado em
July 6, 2025
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Marina Silva, ministra do Meio Ambiente Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou que o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) deverá estar em funcionamento até a Conferência das Partes (COP-30), que ocorrerá em Belém, no Pará, em novembro. A expectativa é que o fundo mobilize mais de US$ 150 bilhões para apoiar setenta países com florestas tropicais. A informação foi divulgada durante a cúpula do Brics, onde o financiamento climático será um dos principais temas de discussão.

Marina Silva, em entrevista à imprensa oficial, destacou a necessidade urgente de financiamento climático, criticando a falta de apoio das grandes economias globais. Ela mencionou que a ausência de recursos financeiros adequados tem sido um dos principais obstáculos para a implementação de ações efetivas contra as mudanças climáticas. A ministra enfatizou que a situação exige uma resposta rápida e robusta.

O governo brasileiro propõe que o TFFF seja financiado por uma combinação de recursos públicos e privados. A ministra ressaltou que esses fundos são essenciais para garantir a justiça climática e permitir que os países em desenvolvimento realizem suas transições para economias mais sustentáveis. Além disso, Marina mencionou a importância da transferência de tecnologia para apoiar essas nações.

Durante a cúpula do Brics, que ocorreu no Rio de Janeiro, a ministra também abordou a necessidade de redirecionar os fluxos financeiros para enfrentar as mudanças climáticas. Ela afirmou que é crucial que os investimentos sejam feitos com a quantidade, velocidade e constância que a crise climática exige. O governo está implementando medidas adicionais, como o Fundo Clima Fundo Amazônia, com o objetivo de alcançar o desmatamento zero.

Marina Silva também comentou sobre a atuação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco dos Brics, e a necessidade de que esse banco direcione seus recursos para iniciativas que combatam as mudanças climáticas. A ministra acredita que é fundamental corrigir os danos já causados e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Com a mobilização de recursos significativos, iniciativas como o TFFF podem fazer uma diferença real na luta contra as mudanças climáticas. A união da sociedade civil é essencial para apoiar projetos que visem a preservação ambiental e a justiça climática, garantindo um futuro mais sustentável para todos.

Estadão
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