Em 2024, a taxa de desmatamento da Mata Atlântica caiu 2%, influenciada por eventos climáticos extremos. O Ibama propõe medidas para fortalecer a proteção do bioma, incluindo revisão de mapas e resoluções.

Brasília (27 de maio de 2025) – No Dia Nacional da Mata Atlântica, celebrado hoje, dados recentes mostram que a taxa de desmatamento do bioma teve uma leve redução de 2% entre 2023 e 2024. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Fundação SOS Mata Atlântica destacam que, apesar da estabilidade, a situação continua crítica, com a pressão sobre as florestas ainda alarmante. Eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul em abril e maio de 2024 impactaram os resultados, que poderiam ter sido ainda mais positivos.
O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil 2024 indica que, sem esses eventos, a redução do desmatamento poderia ter alcançado 20%. A Mata Atlântica, que já perdeu 76% de sua cobertura florestal original, precisa urgentemente de políticas públicas eficazes para alcançar o desmatamento zero e restaurar áreas degradadas. A exploração intensa de recursos naturais e o uso inadequado do solo são os principais fatores que contribuíram para essa degradação ao longo dos séculos.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está implementando medidas para fortalecer a proteção da Mata Atlântica. Entre as propostas estão a revisão do Mapa de Aplicação da Lei da Mata Atlântica, que visa melhorar a visualização de fragmentos de vegetação nativa, e a atualização das resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) sobre os estágios de regeneração florestal. Essas ações buscam facilitar o licenciamento ambiental e promover a restauração.
Além disso, o Ibama planeja modernizar o sistema de Cadastro Simplificado de Vetores (CASV) para garantir maior controle e transparência nas autorizações de supressão de vegetação nativa. Atualmente, a autorização para a remoção de vegetação é, em geral, de competência dos órgãos ambientais estaduais, mas a anuência do Ibama é necessária em casos específicos, como áreas urbanas e rurais acima de certos limites.
A Mata Atlântica, que se estende por 17 estados brasileiros, abriga uma biodiversidade impressionante, com cerca de 20 mil espécies de plantas e uma rica fauna, incluindo espécies endêmicas. No entanto, a degradação histórica deixou apenas 24% da cobertura florestal original. A conscientização e o engajamento da sociedade são cruciais para a preservação desse bioma vital para os ecossistemas do país.
Um exemplo inspirador de restauração é o trabalho do Instituto Terra, fundado por Sebastião Salgado, que já plantou três milhões de árvores nativas em Minas Gerais. Iniciativas como essa mostram como a união da sociedade pode fazer a diferença na recuperação ambiental. O apoio a projetos de restauração e conservação da Mata Atlântica é essencial para garantir um futuro sustentável para esse bioma tão importante.

O Brasil enfrenta a pior seca em 45 anos, com chuvas reduzidas a 850 mm, impactando a energia e a agricultura. O iCS lançará o Hub de Economia & Clima para promover pesquisas sobre essas interações.

A FAPESP anunciou uma chamada de propostas com R$ 4,2 milhões para pesquisas em manejo e conservação das Unidades de Conservação Federais Marinhas de São Paulo, visando a proteção da biodiversidade. O financiamento é fruto de parceria com a Caixa Econômica Federal e o ICMBio, e busca gerar políticas públicas inovadoras em gestão ambiental. Propostas devem ser submetidas até 14 de novembro.

Grupo de Trabalho apresenta 20 ações para proteger a Foz do Amazonas, incluindo a criação do Instituto Nacional da Foz do Rio Amazonas e um Mosaico de Áreas Protegidas Marinhas, visando equilibrar exploração e conservação.

Em 2024, o Brasil enfrentou um aumento alarmante de incêndios florestais, resultando em 42% da perda global de florestas tropicais primárias, superando a agropecuária como principal causa de desmatamento. A devastação, impulsionada por secas severas, afetou diversos biomas, com a Amazônia registrando a maior perda desde 2016.

A concessionária Águas do Rio iniciou a recuperação do Rio Maracanã, reduzindo em 25 milhões de litros mensais o esgoto despejado, com intervenções que visam despoluir a Baía de Guanabara. A primeira fase já mapeou dez quilômetros do rio e a próxima etapa focará na instalação de coletores para captar esgoto nas redes de drenagem.

A Global Footprint Network alerta que a humanidade esgotou os recursos naturais de 2025 em 24 de julho, uma semana antes do ano anterior, exigindo 1,8 planetas para sustentar o consumo atual. A crise ecológica é impulsionada pelos padrões de consumo dos países mais ricos, que devem repensar suas práticas para evitar um colapso ambiental.