Jonathan Haidt, psicólogo social, alertou sobre a "epidemia silenciosa" do uso excessivo de smartphones entre jovens no 6º Congresso Socioemocional LIV, propondo adiar o acesso a celulares e elogiando regulamentações brasileiras nas escolas.
O psicólogo social Jonathan Haidt, autor do livro "A Geração Ansiosa", fez um alerta sobre os efeitos nocivos do uso excessivo de smartphones entre os jovens durante o 6º Congresso Socioemocional LIV, realizado no Vivo Rio, no dia 21 de maio de 2025. Com o tema “Tecnologia, bem-estar e infância: Reconstruindo ambientes saudáveis”, o evento reuniu quase duas mil pessoas, incluindo educadores e pais, e destacou a importância de promover habilidades emocionais em crianças e adolescentes.
Haidt descreveu o cenário atual como uma “epidemia silenciosa”, enfatizando que o uso excessivo de telas está prejudicando a infância. Ele afirmou que as crianças estão perdendo a oportunidade de brincar e interagir fisicamente, o que é essencial para o desenvolvimento social. O especialista apresentou dados que mostram que o aumento do uso de celulares está diretamente relacionado à diminuição do tempo que os jovens passam com amigos fora da escola.
O psicólogo também comparou as gerações, destacando que os jovens nascidos após mil novecentos e noventa e cinco têm menos autonomia em relação às gerações anteriores. Ele observou que, enquanto os jovens de décadas passadas tinham mais liberdade para explorar o mundo, os atuais estão cada vez mais isolados e dependentes da tecnologia. Haidt criticou a forma como os smartphones transformaram os jovens em produtos de marketing, expostos a estímulos constantes.
Além disso, Haidt alertou que o uso excessivo de telas está associado a um aumento nos índices de ansiedade, depressão e automutilação entre adolescentes. Ele citou dados alarmantes, como o fato de que, nos Estados Unidos, vinte por cento das adolescentes relataram pensamentos suicidas. No Brasil, as internações psiquiátricas de jovens aumentaram significativamente a partir de dois mil e quinze, refletindo uma crise de saúde mental.
Para combater esses problemas, Haidt propôs um conjunto de soluções, incluindo adiar o acesso a smartphones até os dezoito anos, promovendo atividades sem supervisão e regulamentando o uso de celulares nas escolas. Ele elogiou o Brasil por suas iniciativas que proíbem o uso de dispositivos móveis em sala de aula e durante os recreios, destacando que isso tem contribuído para um ambiente escolar mais saudável.
O especialista concluiu sua palestra com uma mensagem de esperança, afirmando que as mudanças sugeridas não implicam custos financeiros e podem ser implementadas pela sociedade. A mobilização de pais e educadores é crucial para reverter o impacto negativo da tecnologia na infância. Nessa situação, nossa união pode ajudar a criar um futuro mais saudável e equilibrado para as novas gerações.
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