Letícia Moschioni, fundadora da Finscale, lidera uma equipe feminina e promove a inclusão no setor de fintechs, visando transformar o mercado com mais diversidade e impacto social. A consultoria já ajudou mais de 200 startups e projeta um faturamento de R$ 6 milhões até 2025.

Um estudo realizado pelo Distrito revela que apenas cinco por cento das mais de doze mil startups ativas no Brasil foram fundadas por mulheres, evidenciando um significativo desequilíbrio de gênero no ecossistema de inovação. Em resposta a essa realidade, Letícia Moschioni, fundadora da Finscale, tem se destacado por sua atuação em prol da inclusão feminina e da diversidade no setor de fintechs. Com apenas 28 anos, ela lidera uma equipe exclusivamente feminina e busca ampliar a participação de lideranças diversas no mercado.
A Finscale, consultoria que auxilia na criação de negócios da nova economia, promove iniciativas como o "Fintech para Elas", que oferece mentorias e conexões para mulheres no setor. Letícia, que já enfrentou desafios como ser a única mulher em ambientes predominantemente masculinos, transformou suas experiências em motivação. “Durante muito tempo, fui a única mulher na sala. Transformar essa dor em propósito foi o que me trouxe até aqui”, afirma.
Desde sua fundação, a Finscale já impulsionou mais de duzentas startups e projeta um faturamento de R$ 6 milhões até o final de 2025, um crescimento de setecentos por cento em relação ao ano anterior. Somente entre janeiro e julho de 2025, a empresa faturou cerca de R$ 2 milhões. Letícia começou sua trajetória profissional na adolescência, buscando liberdade financeira e emocional, e acredita que cada função tem seu valor, independentemente de sua natureza.
Após experiências em empresas como Mobile2you e BaaS2U, Letícia percebeu que suas ideias exigiam mais autonomia do que o ambiente corporativo tradicional poderia oferecer. Ela identificou uma oportunidade de abrir espaço para mulheres e pessoas sub-representadas no setor de fintechs, promovendo um ambiente acessível e inclusivo. “Hoje, meu papel tem sido mostrar que esse universo é acessível e possível a todos”, destaca.
A consultoria Finscale foi desenhada para apoiar a criação de produtos financeiros com propósito, focando na validação de ideias e na construção de modelos sustentáveis. O portfólio inclui programas de formação e uma comunidade ativa de fundadores. O crescimento da empresa se baseia em pilares como confiança, troca de conhecimento e coragem para testar novas abordagens. O Finscale Club, por exemplo, surgiu como uma hipótese que se provou eficaz após ajustes e feedbacks.
Apesar dos desafios, Letícia destaca a importância de aprender a liderar e gerir pessoas, alinhando a cultura da empresa com sua missão de vida. Ela acredita que a transformação do mercado financeiro passa pela inclusão de mais mulheres em posições de decisão. “Cada fintech que construo com uma mulher ao meu lado é uma reparação silenciosa”, conclui. A união em torno de iniciativas que promovem a diversidade e a inclusão pode ser fundamental para transformar o cenário atual e apoiar a construção de um futuro mais igualitário.

Em 13 de maio, o Brasil celebra o Dia da Abolição da Escravatura, mas a data gera controvérsias. Ativistas defendem o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, como uma celebração mais significativa. Museus e fazendas em São Paulo promovem reflexões sobre a escravidão.

Neste sábado, 26 de abril, Claudia Jordão lança "Elas, meninas", um livro que reúne relatos de mais de 50 mulheres sobre violência sexual, com bate-papo na Livraria Alpharrabio. A obra visa dar voz a experiências dolorosas e promover a reflexão sobre o tema.

Estão abertas as inscrições para um curso gratuito sobre inteligência artificial na cultura, promovido pela Fundação Itaú e ESPM-Rio, com foco em profissionais independentes. O curso, que ocorrerá de 18 de agosto a 27 de outubro, oferece 30 vagas, sendo 15 para ações afirmativas. Os participantes desenvolverão projetos autorais e poderão receber certificação ao final. As inscrições vão até 15 de julho.

Pesquisa da Universidade Federal do Ceará (UFC) confirma que o uso de redes em hospitais melhora o ganho de peso e o desenvolvimento de bebês prematuros, com resultados positivos entre julho de 2022 e outubro de 2023.

Um coquetel de anticorpos humanos, desenvolvido a partir do sangue de um influenciador que se autopicou com cobras venenosas, mostrou eficácia na neutralização de venenos em ratos, podendo resultar em um soro antiofídico universal. A pesquisa, realizada pela Centivax e pela Universidade de Columbia, destaca a possibilidade de um tratamento mais seguro e eficaz contra picadas de serpentes, reduzindo reações alérgicas e ampliando a proteção em regiões com alta incidência de acidentes ofídicos.

A Editora Estudos Amazônicos, com quinze anos de experiência, marcará presença na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, de 13 a 22 de junho, promovendo a cultura e a preservação ambiental da Amazônia. A participação visa destacar obras que dialogam com os objetivos da COP30, conferência da ONU que ocorrerá em novembro em Belém, no Pará.