Médicos destacam a relevância do diagnóstico e tratamento do lipedema, uma condição crônica que afeta mulheres, com lipoaspiração específica e abordagem multidisciplinar para melhorar a qualidade de vida.

O lipedema é uma condição crônica que afeta principalmente mulheres, caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura nas pernas e, em muitos casos, nos braços. Apesar de ser pouco conhecido, essa condição impacta milhões de mulheres em todo o mundo. A médica Flávia Mattioli, da Clínica Moderna Sculpt, ressalta que o lipedema vai além da estética, causando dor, sensação de peso e hematomas frequentes, o que reduz significativamente a qualidade de vida das pacientes. Muitas vezes, o diagnóstico é confundido com obesidade ou linfedema.
O diagnóstico do lipedema é clínico e depende da avaliação da história da paciente, das queixas e de um exame físico detalhado. Os sinais comuns incluem a desproporção entre tronco e membros inferiores, dor à palpação e a ausência de envolvimento dos pés, o que diferencia o lipedema do linfedema. O ultrassom é uma ferramenta importante para excluir diagnósticos diferenciais, conforme explica a médica.
Flávia Mattioli enfatiza a necessidade de conscientização sobre o lipedema, já que muitas mulheres passam anos sem entender a razão do desconforto e das mudanças corporais. Reconhecer os sinais e buscar um diagnóstico correto pode transformar a vida dessas pacientes. O tratamento do lipedema deve ser abrangente e integrado, envolvendo fisioterapia especializada, nutrição individualizada, acompanhamento vascular e suporte psicológico.
Quando a intervenção cirúrgica é necessária, a lipoaspiração é o método utilizado, mas com diferenças significativas em relação à lipoaspiração tradicional. Enquanto esta última visa a remoção de gordura por motivos estéticos, a lipoaspiração para lipedema tem como objetivo tratar a condição médica, reduzindo o excesso de gordura e aliviando os sintomas. Essa técnica é mais delicada, focando na preservação de vasos linfáticos e outros tecidos importantes.
O cirurgião plástico Romero Almeida, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, destaca que a lipoaspiração de lipedema utiliza tecnologias avançadas, como a lipoaspiração ultrassônica, que minimiza sangramentos e proporciona uma recuperação mais rápida e resultados duradouros. A abordagem multidisciplinar é fundamental para o controle eficaz da doença, garantindo que as pacientes recebam o suporte necessário em todas as etapas do tratamento.
É essencial que a sociedade civil se una para apoiar iniciativas que promovam a conscientização e o tratamento do lipedema. A mobilização em torno dessa causa pode fazer a diferença na vida de muitas mulheres que enfrentam essa condição. Projetos que visam ajudar essas pacientes a obter o tratamento adequado e a melhorar sua qualidade de vida devem ser incentivados e apoiados.

A Anvisa aprovou o Kisunla (donanemabe) para Alzheimer leve, com eficácia comprovada. O medicamento, da Eli Lilly, reduz placas de beta-amiloide no cérebro, mas apresenta contraindicações e efeitos colaterais.

Câmara dos Deputados aprova programa de saúde mental para idosos, priorizando vulneráveis e cuidadores. Medida visa melhorar qualidade de vida e acolhimento dessa população.

A Anvisa autorizou a primeira vacina contra chikungunya, desenvolvida pelo Instituto Butantan e Valneva, com eficácia comprovada em estudos clínicos. A vacinação será direcionada a adultos.

O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta queda nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), mas destaca o VSR como principal vírus em crianças e aumento em idosos em Minas Gerais e Pará. A vacinação é crucial.
A partir de 1º de outubro, o SUS oferecerá a vacina meningocócica ACWY para crianças de 12 meses, substituindo o reforço da vacina C e ampliando a proteção contra meningites bacterianas. Essa medida, anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforça o compromisso do governo com a saúde pública e a prevenção de doenças.

Um teste de 60 segundos que envolve listar itens pode detectar sinais iniciais de demência, como Alzheimer. Especialistas afirmam que listar menos de 15 itens aumenta o risco da doença.