Suplementação diária com multivitamínicos pode retardar o envelhecimento cerebral em idosos, segundo três estudos com mais de 5.000 participantes, revelando benefícios cognitivos significativos.

Tomar um multivitamínico diariamente pode ajudar a proteger a memória em idosos, segundo três estudos recentes que envolveram mais de cinco mil participantes. Os resultados indicam que a suplementação com um multivitamínico diário, em comparação com um placebo, pode retardar o envelhecimento do cérebro em aproximadamente dois anos. Essa pesquisa faz parte do ensaio COSMOS, um estudo clínico mais amplo que investigou os efeitos de um multivitamínico diário, um suplemento de extrato de cacau ou a combinação de ambos na prevenção de doenças cardíacas e câncer.
Os resultados do terceiro estudo foram publicados no American Journal of Clinical Nutrition. Neste estudo, quinhentos e setenta e três adultos com sessenta anos ou mais tomaram um multivitamínico ou um placebo diariamente durante dois anos. A função cognitiva dos participantes foi avaliada pessoalmente, utilizando uma série de testes no início e no final do estudo. Os dois estudos anteriores também compararam um multivitamínico diário com um placebo, mas utilizaram testes por telefone ou online para medir a função cognitiva.
Os três estudos demonstraram de forma consistente que a suplementação com um multivitamínico diário pode ter um efeito modesto na prevenção da perda de memória que ocorre naturalmente com o envelhecimento. Em uma meta-análise dos três estudos, os pesquisadores concluíram que o multivitamínico diário beneficia tanto a cognição global, que inclui raciocínio, atenção e planejamento, quanto a capacidade de recordar memórias do cotidiano em idosos saudáveis.
Apesar das descobertas, os pesquisadores ainda não conseguiram identificar quais vitaminas e minerais específicos do multivitamínico são responsáveis por esses efeitos protetores ou como eles atuam. Os autores do estudo ressaltaram a necessidade de pesquisas futuras para determinar quais micronutrientes são mais eficazes na promoção da saúde cognitiva.
Especialistas que não participaram da pesquisa alertaram que os benefícios observados podem ser considerados insignificantes e que não está claro se esses efeitos se traduzirão em melhorias significativas a longo prazo. A discussão sobre a eficácia dos multivitamínicos continua, e a comunidade científica busca entender melhor a relação entre suplementação e saúde cognitiva.
Essas descobertas ressaltam a importância de iniciativas que promovam a saúde e o bem-estar dos idosos. Projetos que visem apoiar a pesquisa em saúde cognitiva e a educação sobre nutrição podem fazer uma diferença significativa na vida de muitas pessoas. A união da sociedade civil pode ser fundamental para impulsionar essas causas e garantir que todos tenham acesso a informações e recursos que promovam uma vida saudável.

O Ministério da Saúde investirá R$ 19 milhões no Hospital da Criança de Maringá, expandindo atendimento pediátrico e implantando oncologia pediátrica. A unidade dobrará cirurgias e internações, tornando-se referência regional.

Estudo da UFSCar revela que 72,5% das mulheres jovens no Brasil enfrentam sintomas vulvovaginais, como dor e corrimento, destacando a normalização desses problemas e a urgência de educação em saúde íntima.

Caminhadas leves e exercícios de baixa intensidade podem retardar o declínio cognitivo em idosos com comprometimento leve, segundo pesquisa publicada na revista Alzheimer's & Dementia. O estudo, liderado por Aladdin Shadyab da UC San Diego, analisou 300 idosos que se exercitaram regularmente por um ano, mostrando que a função cognitiva se manteve estável e houve menor perda de volume cerebral. Essa descoberta é promissora para a prevenção da demência em pessoas com alto risco.

O Sistema Único de Saúde (SUS) incluirá o DIU hormonal como tratamento para endometriose, beneficiando mulheres que não podem usar anticoncepcionais combinados. A medida, aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), deve ser implementada em até 180 dias.

Hospital das Clínicas da USP, referência em pesquisa, iniciou mais de 2.300 protocolos em 2023 e 2024 e planeja um novo centro de pesquisas para 2026, ampliando sua liderança em estudos clínicos.

O CFM atualizou as diretrizes para cirurgia bariátrica, permitindo que adolescentes a partir de 14 anos e pessoas com IMC entre 30 e 35 realizem o procedimento em casos específicos. As novas regras visam atender a demanda por tratamentos eficazes contra a obesidade e suas comorbidades.